“Demos um primeiro passo para uma Eslovénia forte e responsável na Europa”, afirmou Jansa, que centrou a sua campanha eleitoral em mensagens anti-imigração e é considerado muito próximo de Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, apontado com uma das referências da direita radical europeia.

Omnipresente na cena política eslovena desde a independência, em 1991, da ex-república jugoslava, Janez Jansa viu o seu Partido Democrático Esloveno (SDS) obter 25% dos votos, após o apuramento de mais de 99% dos votos.

No entanto, os analistas anteveem que Jansa, de 59 anos, terá sérias dificuldades para formar governo, uma vez que não irá conseguir uma maioria parlamentar para governar sozinho e quase todas as forças políticas rejeitam uma aliança com um “populista de direita”.

Só a conservadora Nova Eslovénia, que terá conseguido nas eleições de hoje uma votação na ordem dos 6%, é que se mostrou disponível para formar uma coligação com Jansa.

Janez Jansa admitiu que as negociações serão difíceis: “Teremos de, provavelmente, esperar algum tempo… para que conversações sérias sobre um novo governo possam ser sérias”, disse aos jornalistas.

Em segundo lugar, a lista independente encabeçada por Marjan Sarec, um antigo humorista de 40 anos que se converteu num político liberal, obteve 12,6% dos votos e poderá vir a desempenhar um papel crucial nas negociações para a formação de Governo nos próximos dias, segundo os analistas.

Em declínio acentuado, o Partido do Centro Moderno (SMC, centro-esquerda), do primeiro-ministro cessante Miro Cerar, obteve 9,7% dos votos.

No entanto, somando a estes votos os que os partidos que compõem a coligação liderada por Miro Cerar, os sociais-democratas, com 10% dos votos, e os aposentados Desus (4,9%), a votação obtida aproxima-se da de Jansa.

Janez Jansa assumiu o cargo de primeiro-ministro por duas vezes, entre 2004 e 2008 e entre 2012 e 2013, ano em que foi condenado a dois anos de prisão por corrupção, dos quais apenas cumpriu seis meses.

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