Segundo o presidente da comissão de peritos independentes para os lesados do Banif, Alexandre Jardim, estes pedidos elegíveis para um eventual fundo de recuperação de créditos correspondem a 77% do total de pedidos que chegaram à comissão, mas o número pode aumentar e ir até 85% uma vez que há produtos que podem ser aceites consoante as justificações que ainda sejam apresentadas.

Os lesados do Banif que apresentaram reclamações junto da Ordem dos Advogados têm investimentos de 250 milhões de euros, sendo, para já, elegíveis 230 milhões de euros.

Entre as reclamações não aceites pela comissão de peritos do Banif estão casos de reclamantes que as apresentaram fora do tempo, mas sobretudo de produtos que não cumpriam critérios para serem elegíveis, caso de ações, em que houve cerca de 300 pedidos.

Contudo, é de referir que há reclamantes com investimentos em vários produtos financeiros, pelo que uma mesma pessoa pode ter produtos considerados elegíveis e outros não.

Cada reclamante pode ainda corresponder a apenas uma pessoa ou corresponder a várias pessoas (isto acontece, por exemplo, quando se trata de heranças).

A Ordem dos Advogados criou este ano duas comissões de peritos para avaliar reclamações de lesados do Banif e de sucursais exteriores do BES para que sejam eventualmente incluídos numa solução que os compense pelas perdas.

Hoje, os peritos de ambas as comissões estão a apresentar os relatórios em que são analisadas as reclamações apresentadas e é indicado quem, em sua opinião, foi vítima de práticas ilícitas e, por isso, se enquadra numa solução que compense pelas perdas.

O objetivo desta ação é que, depois desta fase, seja constituído um fundo de recuperação de créditos e que os lesados elegíveis pelas comissões de peritos sejam indemnizados, eventualmente com apoio financeiro do Estado, à semelhança do fundo criado para os lesados do papel comercial do BES.

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