António Costa falava aos jornalistas no Palácio de Belém, após o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dado posse aos novos membros do Governo, depois de confrontado com a decisão do PSD de apoiar a moção de censura apresentada pelo CDS-PP ao seu executivo, que será debatida e votada na quarta-feira no parlamento.

"Face à dinâmica das coisas, é natural que o PSD seja arrastado para essa posição", respondeu o líder do executivo.

Citando vários comentadores políticos, António Costa disse também que, pelas circunstâncias, "é manifesto que a moção do CDS-PP visa menos o Governo e mais o conjunto dos partidos à direita, desde logo o PSD, assim como novos partidos emergentes, como a Aliança e o Chega".

Na perspetiva do primeiro-ministro, a moção de censura apresentada pelo partido liderado por Assunção Cristas insere-se num "reposicionamento" do quadro político à direita, "visando saber quem está na primeira linha do confronto com o Governo".

"O nosso papel não é confrontarmo-nos com a oposição, mas, antes, estarmos concentrados naquilo que nos compete, que é resolver os problemas do país, garantir ainda mais crescimento e mais e melhor emprego com menores desigualdades sociais", contrapôs.

Interrogado se a ala esquerda do PS sai reforçada com esta remodelação do Governo, António Costa rejeitou, contrapondo que o seu executivo "está onde sempre esteve" desde que iniciou funções em novembro de 2015.

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