“E é esta Europa que nós temos de ser capazes de defender e temos de ser capazes de defender porque, não tenhamos ilusões, a Europa está mesmo a ser atacada”, afirmou, que discursava em Vila Real, durante uma convenção regional do PS.

Segundo António Costa, a Europa “está a ser atacada de fora, por aquele que defendem o protecionismo”.

“Mas está a ser atacada também por dentro, por aqueles que, explorando os medos que existem na sociedade, procuram no fundo desenvolver os valores que alguns chamam populistas, mas que de uma vez por todas temos que chamar pelo que são, os valores da extrema-direita que é racista, xenófoba, isolacionista, nacionalista e que quer reeditar todos os diabos que assolaram a Europa no passado”, acrescentou.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal referiu ainda que é por isso que “começam por falar na necessidade de fechar fronteiras para travar as migrações, mas a seguir fecham uma fundação privada e uma universidade porque não acreditam na liberdade de ensino”.

No seu entender, a Europa está também a ser atacada por quem ameaça a liberdade de imprensa, porque não respeita a liberdade de pensamento, e por quem ameaça a independência do poder judicial, por saber que “um poder judicial independente é a maior garantia da liberdade e da supremacia do Estado de direito”.

Por isso, António Costa apelou à mobilização para defender a “Europa dos valores e da solidariedade” e à qual Portugal aderiu.

E, segundo o governante, a razão fundamental pela qual Portugal aderiu à Europa foi para consolidar “definitivamente a democracia e a liberdade que o 25 de Abril” devolveu ao país.

“Foi isso que nos levou à Europa e é por isso que queremos continuar na Europa”, frisou.

Vila Real acolheu hoje a sexta convenção regional do PS no âmbito das europeias de 2019, numa iniciativa que culmina numa convenção nacional em 16 de fevereiro.

Costa lembrou que estas são as primeiras eleições onde vão votar pela primeira vez os cidadãos que já nasceram no século XXI, o que quer dizer que as gerações dos dois séculos se juntam para “escolher um futuro em comum”.

“E é mesmo em comum que nós temos de construir este futuro, porque este tem de ser um futuro de solidariedade entre territórios, entre países, entre continentes, mas também entre gerações”, afirmou.

O secretário-geral do PS apelou ao voto nas europeias de maio para “apoiar o partido que mais defende a Europa”.

“Defender a Europa porque é a melhor forma de defender Portugal, de defender os portugueses, de defender aqueles que são mais velhos, mas também aqueles que já nasceram no século XXI e cujo futuro nós queremos garantir”, declarou.

[Notícia atualizada às 20:18]

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