• Regista-se um total de 152 surtos no país: 74 surtos na região de Lisboa e Vale do Tejo, 44 no Norte, 15 no Alentejo, 13 no Algarve e seis na região Centro. O número hoje revelado representa uma redução face aos 161 surtos anunciados há uma semana.
  • Em relação ao índice de transmissibilidade efetivo, segundo o último cálculo do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, apurado para os dias 10 a 14 de agosto, situa-se em 1,01, “abaixo do apuramento de 1,04 de há dois dias”, esclareceu a governante.
  • “A persistência destes índices acima de 1 merece-nos a maior atenção e a mensagem desta conferência é a manutenção do esforço de contenção e combate da doença no contexto daquilo que é a preparação do outono e inverno e no contexto do que sabemos ser um efeito internacional de números que se tendem a agravar, por força da maior movimentação das pessoas, e que só podem ser contrariados com o esforço de cada um de nós”, declarou Marta Temido.
  • Quanto à taxa de incidência, a ministra da Saúde indicou que para os últimos sete dias se situa nos 14,4 novos casos por 100 mil habitantes e em 27,7 novos casos por 100 mil habitantes para os últimos 14 dias.

  • A ministra da Saúde, Marta Temido, confirmou a morte de uma criança, do sexo feminino, com quatro meses, "uma situação que foi codificada como morte por covid", embora a criança tivesse "outras patologias associadas". A morte foi registada no Hospital Dona Estefânia.
  • Graça Freitas, Diretora-geral da Saúde, referiu que o caso está a ser tratado "com o sigilo e respeito que merece".  Todavia, adiantou que o caso teve origem "numa transmissão familiar, através dos seus conviventes". A criança sofria de "uma patologia muito grave, nasceu com uma cardiopatia congénita bastante grave, e obviamente a situação da covid levou ao agravamento desta patologia", explicou.
  • Foi ainda referido que a situação levou ao aparecimento de uma miocardite — sequela frequente em casos graves. A "causa final da morte [da criança] foi um choque séptico", disse. No entanto, Graça Freitas realçou o facto de a situação ter sido notificada como um óbito por covid-19 "pela codificadora da DGS mais reputada", que tem "formação dada pela Organização Mundial da Saúde".
  • O outro óbito hoje registado foi de um homem de 80 anos no Centro Hospitalar do Barreiro-Montijo.
  • Marta Temido referiu que há um "evolução positiva daquilo que são os casos detetados de covid-19" nos lares, com 69 locais com casos positivos. No total, existem cerca de 2.500 estruturas residenciais para idosos com licenciamento no país e cerca de 100 que, apesar de não estarem licenciadas, são devidamente acompanhadas pelas autoridades de saúde.

  • No total, há 563 residentes nestas estruturas infetados com covid-19, bem como 225 profissionais.
  • A ministra lembrou ainda que foi determinado que estas instituições iam continuar em funcionamento, com visitas conjuntas por parte das autoridades da saúde e da segurança social, com "um objetivo preventivo". Marta Temido referiu que "são um dos instrumentos fundamentais para evitar problemas". Já se realizaram, até ao momento, mais de 500 visitas.
  • Há um doente infetado numa estrutura da rede nacional de cuidados continuados, em Lisboa.
  • Sobre o caso de Reguengos de Monsaraz, Marta Temido frisou que as responsabilidades "estão a ser apuradas". "Interessa perceber o que são aspetos que mereçam uma responsabilidade específica", frisou, lembrando que o Ministério Público também investiga a situação. "Há responsabilidades às quais nunca nos furtaremos", garantiu.
  • A ministra referiu que o Ministério da Saúde não vai divulgar os documentos relativos às situações nos lares, uma vez que "é a melhor forma de garantir" que as entidades realizam as análises "com profundidade antes da sua disseminação". Vamos continuar a trabalhar para garantir as melhores respostas para aqueles que precisam de cuidados de saúde", garantiu.
  • Marta Temido especificou os casos associados a alguns lares: Mora tem 49 casos positivos, estando cinco pessoas internadas no hospital de Évora e, até agora, mais de 400 pessoas  já foram testadas; em Montemor são registados 28 casos, em mais de 25o pessoas testadas.
  • Marta Temido frisou que está a ser preparada a época do outono/inverno, de forma a tentar travar ao máximo a pandemia, que virá a conviver com a gripe sazonal. Para tal, o Governo já decreta reforço de 'stocks' de medicamentos e equipamentos médicos, devido à imprevisibilidade da pandemia.
  • Sobre a vacinação para a gripe, a Diretora-geral da Saúde frisou que "este ano vai ser um bocadinho diferente", pelo que o calendário de vacinação vai depender da chegada das doses, no início de outubro, e não apenas a partir de dia 15, como é habitual. Há ainda a possibilidade de criar "uma campanha dentro da campanha de vacinação", para acelerar o processo, principalmente em casos de risco.
  • Questionada sobre a Festa do Avante!, Graça Freitas referiu que "os trabalhos de preparação são de rigor e minúcia", implicando "uma ampla conversação" entre as estruturas envolvidas. Desta forma, a DGS "elencou uma série de parâmetros que precisa de conhecer para se poder pronunciar sobre esses parâmetros, como já fez noutras situações", explicou.
  • De momento foram pedidos documentos — como o plano de contingência, a ocupação do espaço e um plano de circuito — para perceber "como está previsto que o evento recorra", referiu, dando como exemplo semelhante o processo desenvolvido com a FPF, no que diz respeito às atividades desportivas.
  • Quanto aos estabelecimentos prisionais, Graça Freitas disse que "há uma situação a ser investigada" na cozinha do Hospital Prisional de Caxias: de 10 testes realizados, cinco acusaram positivo à covid-19. Na sequência destes resultados, outras pessoas estão a ser testadas.
  • Sobre o alerta da OMS para uma mudança detetada nas características do coronavírus que provoca a covid-19, referindo que as pessoas mais jovens — entre os 20 e os 40 anos — estão cada vez mais na origem de surtos e contágios, Graça Freitas referiu que tudo está a ser estudado com base no que se passa na Austrália, que serve de observatório para o hemisfério Norte. "Esta é uma doença contagiosa. Quanto mais as pessoas se movimentam, por motivos laborais ou lúdicos, mais contactos têm umas com as outras e mais transmitirão a doença", frisou.

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