Itália

A Itália registou 30 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, o maior número desde a passada quinta-feira, mas o total de novos contágios caiu para 138, indicaram hoje fontes sanitárias italianas.

No total, desde o início da epidemia em Itália, a 21 de fevereiro, o país recenseou 241.956 casos, tendo morrido 34.899 infetados.

Nas últimas 24 horas foram registados 138 novos casos, a menor subida desde 29 de junho, embora também se tenham efetuado menos testes do que o habitual, cerca de 43.000.

Hospitalizados continuam pouco mais de mil pacientes 940 acamados e com sintomas e 70 nas unidades de cuidados intensivos.

A grande maioria dos infetados, 13.232, está isolada em casa com sintomas ou sem eles.

A região mais afetada continua a ser a Lombardia (norte), considerada o epicentro da pandemia do novo coronavírus no país, que acumulou mais 53 novos casos nas últimas 24 horas.

Segundo as fontes, Itália continua a seguir com atenção os novos focos, agora pontuais, numa altura em que o país já reativou praticamente todos os setores e atividades comerciais.

Entre os focos destaca-se um com 77 casos positivos em Roma, todos cidadãos do Bangladesh, a maioria deles chegados nos últimos dias à capital italiana em vários voos.

As autoridades italianas testaram os passageiros do último voo procedente de Daca e confirmaram 36 casos positivos, 13% das pessoas a bordo do aparelho. Os infetados foram isolados em vários locais, entre hotéis e hospitais.

Nesse sentido, o Governo italiano suspendeu todos os voos procedentes do Bangladesh.

 Reino Unido

O Reino Unido registou 155 mortes da doença covid-19 nas últimas 24 horas, um aumento relativamente à véspera, aumentando para 44.391 o total de óbitos durante a pandemia, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

O número de casos de contágio desde o início da pandemia aumentou para 286.349, mais 581 do que na segunda-feira.

Na segunda-feira, o balanço diário tinha sido de 16 mortes e 352 novos infetados, mas estes valores sejam geralmente menores nos fins de semana e nas segundas-feiras devido a atrasos administrativos.

Os números incluem apenas as pessoas que foram sujeitas a teste e incluem as mortes nos hospitais, lares de idosos ou residências pessoais.

Hoje, vários responsáveis de grupos de casas de repouso criticaram o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, por sugerir que algumas não cumpriram adequadamente os procedimentos durante a pandemia de covid-19.

"Descobrimos que muitos lares de idosos não seguiram os procedimentos da maneira que poderiam, mas estamos sempre a aprender”, afirmou na segunda-feira.

Para Mark Adams, presidente-executivo da organização Community Integrated Care, os comentários foram "desajeitados e covardes".

Adams disse à BBC que se esta é realmente a opinião do primeiro-ministro, o país está a entrar numa "realidade alternativa onde o governo define as regras, nós seguimo-las e eles não gostam dos resultados e depois negam ter estabelecido as regras e culpam as pessoas que estavam a tentar fazer o melhor possível”.

O instituto de estatísticas britânico ONS contabilizou quase 20.000 mortes de residentes em lares de idosos em Inglaterra e País de Gales devido ao coronavírus.

Muitos dos estabelecimentos queixam-se de que não tiveram acesso a equipamentos de proteção e diretrizes claras, principalmente nos estágios iniciais da pandemia.

Espanha

Espanha registou quatro mortes nas últimas 24 horas com a covid-19 e 124 novos casos de pessoas infetadas, segundo o relatório divulgado hoje com a atualização da situação epidemiológica no país.

O Ministério da Saúde espanhol atualizou para 28.392 o número total de óbitos com a pandemia, mais quatro do que na segunda-feira, havendo nove pessoas que faleceram na última semana, dos quais quatro na comunidade autónoma de Madrid, a mais atingida pela pandemia.

Por outro lado, o total de pessoas infetadas desde o início da doença é de 252.130, dos quais 124 diagnosticados nas últimas 24 horas.

A comunidade autónoma da Catalunha é a região com mais novos casos (36), seguida de Aragão (26) e de Madrid (22).

O relatório diário com a atualização da situação epidemiológica no país informa que já passaram pelos hospitais 125.616 pessoas com a covid-19, tendo dado entrada na última semana 157.

As autoridades sanitárias espanholas manifestaram nas últimas horas a sua preocupação com os surtos de coronavírus no país, principalmente nos municípios de Segrià, na Catalunha, e de A Mariña, na Galiza, que mantêm confinadas quase 300.000 pessoas.

O Governo aprovou hoje a prorrogação até 30 de setembro próximo de algumas das medidas incluídas no "escudo social" contra a crise causada pela covid-19, incluindo o "subsídio social", a garantia de fornecimentos básicos, a moratória sobre o aluguer de casa e a dívida hipotecária, entre outras.

O Governo regional da Catalunha está a ponderar a obrigatoriedade de usar "sempre" a máscara como meio de luta contra a covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 538 mil mortos e infetou mais de 11,64 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (130.306) e mais casos de infeção confirmados (mais de 2,93 milhões).

Seguem-se Brasil (65.487 mortes, mais de 1,62 milhões de casos), Reino Unido (44.236 mortos, mais de 285.750 casos), Itália (34.869 mortos e mais de 241.750 casos), México (31.119 mortos, mais de 261 mil casos), França (29.920 mortos, mais de 203 mil casos) e Espanha (28.392 mortos, mais de 252 mil casos).

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