O presidente do Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia, Salvador Romero, explicou que a nova data será acordada com as forças políticas do país.

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa em La Paz, poucas horas depois de a Presidente interina do país, Jeanine Áñez, ter decretado a partir de domingo, e durante 14 dias, uma quarentena total para evitar a propagação do covid-19 na Bolívia, que conta com 19 casos confirmados.

Esta situação impossibilita o cumprimento do calendário eleitoral como estava previsto, em 03 de maio, explicou Romero.

As eleições gerais de 03 de maio destinavam-se a eleger o presidente, vice-presidente e ainda 36 senadores e 120 deputados.

O responsável pelo órgão eleitoral pediu para que a nova data de votação saia de um diálogo com as principais forças políticas do país, com base em critérios como a imparcialidade, para não beneficiar ou prejudicar nenhuma delas.

Estas eleições estavam marcadas depois de Evo Morales ter renunciado ao cargo em novembro de 2019.

Morales, de 60 anos, esteve no poder quase 14 anos. Foi declarado vencedor para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 20 de outubro, escrutínio que ficou marcado por denúncias de fraude por parte da oposição boliviana.

Acabou por renunciar ao cargo em 10 de novembro, após três semanas de protestos liderados pela oposição e depois de ter perdido o apoio do exército e da polícia.

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