De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o país totaliza agora 502.586 óbitos devido à covid-19 e aproxima-se dos 18 milhões de diagnósticos positivos (17.966.831) desde fevereiro do ano passado, mês em que a doença chegou a solo brasileiro.

O Ministério da Saúde não procedeu à habitual indicação dos números oficiais da covid-19 no país, com os seus ‘sites’ oficiais a apresentarem problemas técnicos.

Os números de hoje ficaram abaixo da média registada na semana passada. Contudo, as autoridades de saúde do país justificam essa discrepância com a falta de recursos humanos para processar os dados ao fim de semana, acabando por serem consolidados às terças-feiras.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Carlos Lula, disse na segunda-feira ao jornal O Globo que a contínua aceleração no número de casos aponta que o país está “diante de uma terceira vaga” da pandemia. Segundo o especialista, está a começar “a escalada da montanha”.

O país, que é o segundo com mais óbitos em todo o mundo, depois dos Estados Unidos, e o terceiro com mais casos, superado pelos norte-americanos e pela índia, ultrapassou a marca de 500 mil mortes pela doença no sábado.

O Brasil entrou na segunda-feira no inverno (no hemisfério sul) e, com o início do período mais frio nas regiões sul e sudeste, é esperado um aumento de casos de pacientes com problemas respiratórios.

“Vamos ter um incremento também de problemas respiratórios que devem aumentar o número de casos. De modo que eu quero acreditar que, sim, a gente está subindo a montanha. Está começando a escalada da montanha da terceira onda”, avaliou Calos Lula.

A taxa de incidência da doença no Brasil é agora de 240 mortes e 8.550 casos por 100 mil habitantes.

A unidade federativa brasileira mais afetada continua a ser São Paulo, que concentra 3.587.646 diagnósticos de Sars-CoV-2 e 122.258 vítimas mortais desde que a doença que chegou ao país.

Mais de 300 postos de vacinação contra a covid-19 ficaram nesta segunda-feira sem imunizantes na cidade de São Paulo.

Face a essa situação, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu suspender a campanha de vacinação na cidade.

A prefeitura indicou, num comunicado enviado à impressa local, que o problema era pontual por causa da alta procura e que a imunização deverá ser retomada na quarta-feira.

Já o executivo estadual atribuiu a escassez ao atraso nas entregas dos antídotos por parte do Ministério da Saúde.

Por sua vez, a tutela recusou responsabilidade e indicou que a distribuição de doses aos municípios é competência da gestão estadual.

Até ao momento, apenas 11,5% da população brasileira está totalmente imunizada contra a covid-19. A primeira dose foi aplicada em 64.436.634 pessoas, o que corresponde a 30,43% da população do país.

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