De acordo com informação divulgada pelo Ministério da Saúde brasileiro, o país soma 461.057 mortos, enquanto o número de contágios aumentou para 16.471.600, com os 79.670 novos casos contabilizados nas últimas 24 horas.

O Brasil, com mais de 212 milhões de habitantes, é o segundo país do mundo com mais mortos por covid-19, atrás dos Estados Unidos da América, e o terceiro em número de contágios, suplantado pela nação norte-americana e a Índia.

Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde assinalam que 14.869.696 pessoas com covid-19 recuperaram da doença, o que corresponde a 90,3% do total de infetados.

Outros 1.140.847 doentes estão a receber acompanhamento médico em hospitais ou em casa, depois de terem testado positivo.

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em várias cidades do Brasil contra o Presidente Jair Bolsonaro, criticando a gestão da pandemia de covid-19.

Segundo a agência France-Presse (AFP), no centro do Rio de Janeiro, cerca de 10.000 pessoas participaram no protesto, organizado por movimentos de esquerda e estudantis, gritando “Fora Bolsonaro” e “Genocídio de Bolsonaro”, numa referência às vítimas da covid-19 no Brasil.

Para os manifestantes, muitas das mortes de covid-19 poderiam ter sido evitadas se a abordagem no controlo da pandemia tivesse sido outra e se o Governo brasileiro tivesse lançado a campanha de vacinação mais cedo.

As organizações das manifestações pediram aos participantes para adotarem as medidas de prevenção da covid-19 e distribuíram máscaras e gel desinfetante.

Os protestos decorreram depois de Jair Bolsonaro ter convocado manifestações de apoio ao seu Governo há duas semanas.

Segundo o Instituto Datafolha, a popularidade de Bolsonaro caiu para 24%, o nível mais baixo da sua Presidência.

Hoje foi anunciado que governadores de 18 das 27 unidades federativas brasileiras recorreram na sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir que sejam convocados para depor numa comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre falhas na pandemia.