Estes dados indicam mais 72 mortes e 1.222 novos casos nas últimas 24 horas, o que o Governo ainda considera uma tendência abaixo da observada pela curva de propagação do coronavírus em outros países.

“A nossa curva está tranquila, está abaixo das curvas de Espanha, Itália e Estados Unidos neste período”, assegurou hoje em conferência de imprensa em Brasília o secretário executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis.

A nível regional, o estado de São Paulo, o mais populoso do Brasil com cerca de 46 milhões de habitantes, concentra o maior número de casos em todo o país até à data, com 260 mortos e 4.466 doentes com Covid-19.

Segue-se o Rio de Janeiro com 1.246 casos confirmados e 58 mortos.

Em apenas uma semana, a taxa de mortalidade motivada pela pandemia aumentou de 2,9% para 4,2%, e segundo as autoridades sanitárias 81% dos óbitos correspondem a pessoas com mais de 60 anos.

No entanto, o ministério reiterou em várias ocasiões que o número real de casos pode ser maior, e que apenas examinam os casos críticos de doentes internados em hospitais, e que existem casos à espera de confirmação.

Na conferência de imprensa, o ministro indicou que o seu departamento analisa a hipótese de criar uma espécie de “passaporte de imunidade”, que identifique as pessoas que já estiveram infetadas e que recuperaram completamente.

O ministério reiterou ainda a necessidade de os povos indígenas permanecerem isolados nas suas aldeias para se protegerem da doença “e que não se desloquem pessoas” às suas comunidades, para diminuir a possibilidade de transmissão do coronavírus.

Na quarta-feira o Brasil confirmou o primeiro caso de coronavírus num indígena do país, na sequência do contágio de uma mulher de 20 anos da etnia Kokama, no estado do Amazonas (norte).

A doente, uma agente indígena de saúde na região do município de Santo António de Içá, a cerca de 200 quilómetros da fronteira com a Colômbia, terá sido infetada por um caso importado de um médico que trabalhava no município e com um teste positivo à Covid-19 após ter regressado de férias.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou cerca de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 63 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 220 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de mais de 627 mil infetados e mais de 46 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.362 óbitos em 124.632 casos confirmados até hoje.

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