“Os governos nacionais adotaram medidas fortes para conter a propagação do novo coronavírus na UE — que são necessárias –, mas algumas destas medidas retiveram os cidadãos nas fronteiras e, em algumas, existem inclusive dezenas de quilómetros de engarrafamentos de trânsito com mais de 24 horas de espera”, alerta a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, num vídeo publicado na rede social Twitter.

Segundo a responsável, por esta razão, “muitos cidadãos europeus estão a ser impossibilitados de viajar para regressar a casa e os camiões que transportam medicamentos e bens perecíveis e essenciais, como comida, estão a ser parados”.

“Estou a seguir a situação de perto, incluindo através de imagens em satélite do Copernicus”, assegura Ursula von der Leyen, numa alusão ao programa de observação da terra gerido pela Comissão Europeia em parceria com a Agência Espacial Europeia, os Estados-membros e as agências da UE.

Para a responsável, “é importante resolver isto já, enquanto se está no início da crise”, pelo que apela à cooperação das autoridades dos países, nomeadamente as húngaros e romenas, dados os problemas que se verificam nas fronteiras terrestres destes Estados-membros.

“Ontem [sexta-feira] ainda tínhamos mais de 20 quilómetros de fila nas fronteiras entre a Hungria e Roménia. Temos de encontrar uma solução, [já que] muitos romenos e húngaros aguardam poder regressar a casa”, afirma Ursula von der Leyen, defendendo também que “a circulação de camiões com bens tem de ser garantida”.

A líder do executivo comunitário indica, ainda, que problemas semelhantes se verificaram na fronteira entre a Eslovénia e a Croácia, mas “agora o trânsito já está muito mais fluído aí e as pessoas já podem retornar às suas casas”.

“Este é um bom exemplo de como países vizinhos podem encontrar soluções pragmáticas”, destaca.

Ursula von der Leyen dá ainda conta de “longos engarrafamentos nas fronteiras entre a Polónia, República Checa, Alemanha e Lituânia”, que foram ultrapassados e os cidadãos “podem agora regressar a casa na Estónia, Letónia e Lituânia”.

O novo coronavírus, classificado pela Organização Mundial de Saúde como pandemia, causou pelo menos 11.401 mortos em todo o mundo, depois de ter sido identificado pela primeira vez em dezembro.

Ao todo, já foram detetados mais de 271.660 casos de infeção em 164 países e territórios.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a tornar-se hoje o país do mundo com maior número de vítimas mortais.

Face ao avanço da pandemia, vários países europeus adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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