Para tentar travar a propagação do novo coronavírus, Marrocos fechou as fronteiras terrestres com Ceuta e Melilla, dois enclaves espanhóis localizados no norte daquele país, em 13 de março.

Em coordenação com Madrid, as autoridades de Rabat também suspenderam as ligações aéreas de e para Espanha, bem como o tráfego marítimo de passageiros, habitualmente muito intenso no Estreito de Gibraltar.

Após mais de dois meses, o governo marroquino forneceu às autoridades espanholas uma lista de cidadãos autorizados a regressar ao país.

O grupo de cerca de 300 pessoas deixou hoje de manhã a cidade de Ceuta, tendo sido transportado em autocarros em direção ao território marroquino, precisou, em declarações à agência France-Presse (AFP), um porta-voz da câmara daquele enclave espanhol.

A mesma fonte indicou que os cidadãos marroquinos em questão eram “famílias que estavam a fazer turismo, trabalhadores transfronteiriços e empregados domésticos”.

“O acordo é que os cidadãos marroquinos que se encontram aqui possam sair ao longo dos próximos dias”, referiu o porta-voz, acrescentando que “entre 150 a 200″ outras pessoas estão à espera para regressar, em breve, a Marrocos.

Por outro lado, segundo indicou o representante, outros cidadãos marroquinos, que trabalham em Ceuta, preferiram ficar.

Outros repatriamentos irão ocorrer igualmente a partir de Melilla, de onde cerca de 200 cidadãos marroquinos já saíram durante o mês de maio.

O governo de Marrocos decidiu prolongar o estado de emergência decretado devido à pandemia da doença covid-19 até 10 de junho, não existindo nenhuma indicação, até ao momento, sobre uma futura reabertura das fronteiras.

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