“O CHL apela a todos os utentes que não se dirijam ao Serviço de Urgência com o objetivo de realizar testes à covid-19 e que procurem locais específicos na região para o efeito, como farmácias, laboratórios e postos de colheita, que efetuam testes rápidos antigénio comparticipados”, pede o CHL.

Segundo o CHL, “durante a última semana tem-se verificado no CHL um acréscimo de afluência ao Serviço de Urgência, especificamente à ADR-SU (Área Dedicada a Doentes com suspeita de Infeção Respiratória)”, no Hospital de Santo André, em Leiria, “com esta motivação, quer por referenciação da linha SNS24, quer por iniciativa própria dos utentes, para confirmar resultados de autotestes, ou com sintomas ligeiros de covid-19”.

Na quarta-feira, o diretor clínico do CHL, Salvato Feijó, afirmou que é uma “questão preocupante, que se está a verificar a nível nacional, que é o recurso dos utentes à ADR-SU, quer por referenciação do SNS24 para fazerem testes à covid-19, quer por iniciativa própria para confirmar resultados de autotestes, ou com sintomas ligeiros de covid-19”.

“Na última semana temos registado um aumento médio de quatro atendimentos por dia”, salientou, citado numa nota de imprensa, ao referir que a “percentagem de atendimentos de casos pouco e não urgentes manteve-se acima dos 36,4% na primeira quinzena de dezembro”.

Salvato Feijó reforçou que o “recurso aos serviços de urgência de forma inadequada é um problema comum em diversos países e Portugal é pior do que em muitos países, sendo uma preocupação constante, e motivo de reflexão dentro do SNS [Serviço Nacional de Saúde]”, principalmente quando se constata que, “ano após ano, as melhorias são pouco significativas”.

“Importa assim, e cada vez mais, a articulação entre os níveis de cuidados, já que, segundo estudos já realizados, quanto melhor for essa articulação, menor será o recurso indevido da população aos serviços de urgência”, acrescentou o diretor clínico, que relança um novo apelo para que os utentes não urgentes evitem o recurso ao serviço de urgência em casos pouco e não urgentes.

Entretanto, à agência Lusa o CHL fez saber que às 18:00 de hoje estavam internados com covid-19 “31 doentes em enfermaria, dos quais dois são puérperas que se encontram na área de recobro covid-19 no bloco de partos”, sendo que “dos 31 doentes oito não têm a vacinação completa”.

Há ainda “quatro doentes nos cuidados intermédios, dos quais nenhum tem a vacinação completa”, e “um doente no Serviço de Medicina Intensiva, sem vacinação completa”.

Segundo o seu ‘site’, o CHL tem como “área de influência a correspondente aos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Porto de Mós, Nazaré, Pombal, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Ourém e parte dos concelhos de Alcobaça e Soure, servindo uma população de cerca de 400.000 habitantes”.

A covid-19 provocou 5.448.314 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.015 pessoas e foram contabilizados 1.460.406 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde de hoje.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em diversos países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde, foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

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