Em termos de cuidados de saúde primários, não tinham sido realizados até abril cerca de 840 mil consultas e 990 mil consultas de enfermagem face ao período homólogo”, disse Marta Temido na Comissão de Saúde, onde está a ser ouvida sobre "Política Geral de Saúde".

Relativamente aos cuidados hospitalares, “perdemos face ao período homólogo cerca de 540 mil consultas de especialidades médicas, 51 mil cirurgias e cerca de 400 mil episódios de urgência”, avançou a ministra.

“Isto é uma grande preocupação e aqui estamos totalmente alinhados com o seu impacto e com a necessidade de ultrapassar”, adiantou Marta Temido, dirigindo-se aos deputados.

A ministra adiantou ainda que “os hospitais tiveram uma orientação clara para remarcar a atividade e 36 deles já apresentaram os resultados dessa marcação e remarcaram 40% de consultas e 30% das cirurgias”.

Marta Temido sublinhou que vão continuar a contar com “os profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde, que durante estes longos meses, e estes curtos meses simultaneamente, se superaram” para “aquilo que aí vem”.

“Aquilo que aí vem é não deixar deslaçar aquilo que foi uma resposta a uma pandemia, mas também garantir que aquilo que se acumulou em atividade assistencial é agora realizado”, sublinhou.

Portanto, vincou, “é neste contexto que as primeiras pessoas com quem contamos para aquilo que importa agora fazer é com os profissionais do Serviço Nacional de Saúde, seja através da produção base, seja através da produção adicional, seja através de modalidades remuneratórias, de remuneração da produção adicional”.

Esta é a intenção para as consultas e cirurgias que ficaram por realizar na área hospitalar e nos cuidados de saúde primários devido à pandemia covir-19, adiantou.

Marta Temido lembrou, contudo, que o SNS tem “desde há longos anos um programa de Gestão de Inscritos para Cirurgia que envolve o mecanismo cirúrgico” e que os vales cirúrgicos continuaram a ser emitidos durante a pandemia, mas “por razões diversas quer da parte de quem os ativa quer da parte de quem os recebe, tiveram uma utilização muito diminuta".

Portugal contabiliza 1.247 mortos associados à covid-19 em 29.432 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

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