Ainda assim, mantêm-se na UCI do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) outras duas pessoas e o número de internamentos naquele estabelecimento relacionados com este surto subiu para seis, após a entrada de mais uma pessoa nas últimas 24 horas.

A informação foi recolhida pelo autarca do concelho pertencente ao distrito de Évora, num dia em que as autoridades de saúde locais não receberam, até às 16:00, quaisquer resultados de testes efetuados à comunidade nos últimos dias, de acordo com Luís Simão.

Mantém-se, desta forma, o total de 62 casos positivos no surto de covid-19 de Mora.

O presidente da Câmara, que permanece em casa desde quinta-feira por recomendação da Autoridade de Saúde, na sequência de dois testes positivos a trabalhadores do município, destacou, ainda assim “sinais positivos” recebidos nas últimas 24 horas.

“Neste momento, todas as cadeias de contágio estão perfeitamente identificadas e hoje já só foram testadas três pessoas”, referiu.

O surto de Mora, no Alentejo, surgiu no dia 09 deste mês, quando foram confirmados os primeiros três casos positivos na comunidade.

A câmara ativou o Plano Municipal de Emergência e fechou, no início da semana passada, os serviços de atendimento ao público e outros equipamentos, como a Oficina da Criança, a Casa da Cultura, o Centro de Atividades de Tempos Livres e instalações desportivas.

Entretanto, o Ministério Público (MP) instaurou um inquérito sobre este surto de covid-19, sobre o qual a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse à Lusa que "não deixarão de ser investigados todos os factos que chegarem ao conhecimento do Ministério Público e que sejam suscetíveis de integrarem a prática de crime".

Segundo a PGR, o inquérito instaurado tem por objeto "uma situação concreta", que não especifica, relacionada com o surto em Mora.

O presidente da Câmara de Mora, Luís Simão, disse à Lusa desconhecer a instauração do inquérito por parte do Ministério Público ao surto de covid-19 nesta vila do distrito de Évora, mas exortou ao apuramento de responsabilidades.

"Se abriu [um inquérito] e se houver alguém que se tenha comportado menos bem, que seja responsabilizado e sofra as consequências de um ato que não foi o mais adequado no momento em que vivemos. Se assim foi, que se apurem responsabilidades", afirmou Luís Simão.

Portugal contabiliza pelo menos 1.796 mortos associados à covid-19 em 55.597 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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