“Estamos a contratar mais nadadores salvadores, mas não vamos cobrir a totalidade das praias. Vamos também comprar uma moto quatro para que esses nadadores salvadores possam fazer a vigilância fora dos circuitos normais”, disse à Lusa Rogério Bacalhau (PSD).

Notando que a segurança “parte de cada um”, o autarca disse esperar que as pessoas “se espalhem mais pelo areal” e não se concentrem apenas em determinados locais, razão pela qual vai ser reforçada a vigilância nas praias, contratando nadadores salvadores para além dos que vão estar na zonas concessionadas.

A Praia de Faro, com capacidade potencial de ocupação de 12.600 pessoas e com cinco unidades balneares é, a par da praia de Monte Gordo, no concelho de Vila Real de Santo António, com a mesma capacidade, um dos dois areais vigiados com maior lotação indicativa do sotavento (leste) algarvio.

De acordo com o documento publicado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) na quarta-feira com a capacidade potencial de ocupação das praias das regiões do Algarve e Tejo/Oeste, a Praia de Faro é indicada como uma das que são suscetíveis de vir a ter eventuais problemas de lotação.

“No documento que saiu, refere-se que os municípios podem fechar praias, mas só o vou fazer se tiver informação das autoridades de saúde e das forças policiais para o fazer”, frisou o autarca, acrescentando que não o irá fazer “por iniciativa própria”.

Segundo Rogério Bacalhau, a “grande preocupação” são os aglomerados de pessoas, porque quem chega àquela praia de autocarro, normalmente “fica logo à entrada”, o mesmo acontecendo com quem chega de carro, já que o maior parque de estacionamento também fica à entrada da praia.

Nesse sentido, a autarquia está a criar corredores e a realizar intervenções “para melhor a mobilidade” e sensibilizar as pessoas para que não se aglomerem nos mesmos locais, apelando a que se dispersem mais pelo areal.

“Vai haver muitos quilómetros de praia sem vigilância, o que já acontece nos outros anos também, mas a nossa preocupação este ano é que as pessoas se espalhem mais”, referiu, apelando ao “bom senso” e a “cuidados redobrados”, em particular nas zonas não vigiadas.

“Vamos ter mais nadadores salvadores e alguns em mobilidade ao longo da praia, mas certamente vai haver muito espaço da praia que não vai ser vigiada”, acrescentou.

Paralelamente, estão a ser marcados lugares de estacionamento e corredores “para que as pessoas possam circular com maior segurança, sem se interpelarem uns aos outros”, e a instalar equipamentos com distribuição de gel desinfetante.

Segundo fonte da Câmara de Faro, o número total de lugares de estacionamento oficiais na Praia de Faro rondam os 2.000: na zona concessionada da praia são cerca de 1.000 e no parque de estacionamento exterior existem 928 lugares.

No âmbito da pandemia da covid-19, o Governo determinou que a época balnear só começa, este ano, em 06 de junho, cabendo à APA o apuramento da capacidade das praias.

Em resposta à agência Lusa, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que tutela a APA, explicou hoje que a divulgação feita da capacidade das praias em contexto da pandemia da covid-19 integra “uma consulta informal, logo vai sofrer alterações com base nos contributos recebidos”, reforçando que se trata de “um documento em mutação”.

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