“É a empresa que vai entregar as vacinas. A distribuição no continente não será feita pelas Forças Armadas, a responsabilidade do processo de distribuição será dos elementos a colaborar connosco. Não serão veículos das Forças Armadas a fazer essa distribuição, será feita através de organizações e instrumentos certificados e licenciados para isso”, afirmou.

Questionado no âmbito da Comissão de Saúde e da Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia sobre a logística de distribuição da vacina da Pfizer/BioNtech prevista para a primeira fase do plano de vacinação, Francisco Ramos confirmou também os três locais de entrega das doses: um no Continente e outro em cada uma das regiões autónomas.

O coordenador da ‘task-force’ assegurou ainda que as normas de administração da vacina serão conhecidas “esta semana”, que os consumíveis para o ‘kit’ de vacinação “estão previstos” e que a “segurança está garantida pelas forças de segurança”, lembrando que o Ministério da Administração Interna está também representado no grupo constituído para definir o plano e meios de vacinação da população.

No mesmo sentido, Francisco Ramos reiterou que até ao final desta semana será apresentada uma “versão desenvolvida e aumentada do plano de vacinação”. Porém, adiantou que podem surgir ainda alterações durante o processo, por ser “um plano que tem de estar sempre preparado para ser revisto”.

Para a primeira fase do plano de vacinação, que deverá decorrer entre janeiro e março de 2021, os pontos de vacinação foram definidos tendo em consideração os grupos prioritários no acesso à vacina: as pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas, residentes e trabalhadores em lares, e profissionais de saúde e de serviços essenciais.

Por isso, a vacina será administrada nos cerca de 1.200 pontos de vacinação habituais dos centros de saúde, nos lares e unidades de cuidados continuados e no âmbito da medicina do trabalho para os profissionais dos serviços essenciais.

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