“Há atualmente novos surtos regionais” nas três regiões, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha numa nota publicada no portal oficial referindo-se especificamente a Aragão, Catalunha e Navarra.

Nas últimas semanas, marcadas pelo processo de desconfinamento, Espanha têm registado o aparecimento de vários surtos.

Na segunda-feira, Espanha comunicou que tinha registado 855 novos contágios pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, mais de metade dos quais, 474, diagnosticados na comunidade autónoma de Aragão, no nordeste do país.

Este ressurgimento de casos tinha já desencadeado a decisão do Reino Unido, no fim de semana, de excluir Espanha da lista de países seguros, ou seja, quem se deslocar a este território e voltar para solo britânico terá de cumprir um período de quarentena de 14 dias.

Entretanto, o presidente do Instituto alemão Robert Koch, Lothar Wiegand, disse que a evolução da pandemia – segundo os dados mais recentes na Alemanha – são motivo de “grande preocupação”.

Até ao momento morreram 9.122 pessoas de covid-19, na Alemanha.

“A evolução causa-me a mim e a todos no Instituto Koch grande preocupação”, disse o responsável do instituto epidemiológico alemão que, apesar de constatar “êxitos” no controlo da pandemia na Alemanha, alertou que é “preciso respeitar as regras”.

As declarações de Wieler ocorrem depois do ministro da Saúde do governo de Berlim, Jens Spahn, anunciar que o país vai impor a realização de testes médico às pessoas que entrem na Alemanha provenientes de países considerados de “risco”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 650 mil mortos e infetou mais de 16,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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