"Ficou entendido que, consoante a velocidade com que a vacinação nestas ilhas avançasse, pudéssemos aproveitar a disponibilidade da ‘task force’ para também reforçar a equipa de vacinação em São Miguel que tem um expecto epidemiológico mais preocupante", explicou o chefe do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas, na cidade da Horta.

José Manuel Bolieiro lembrou que, por via da operação "Periferia", que está a decorrer nas ilhas sem hospital (Santa Maria, Flores, Graciosa, São Jorge e Pico), as três ilhas com hospital (São Miguel, Terceira e Faial), já estão também a ser alvo de um reforço na vacinação, através das equipas do Serviço Regional de Saúde.

"A verdade é que, por via do alívio com a presença da ‘task force', já estamos a reforçar a vacinação nas três ilhas onde há hospital", salientou o governante, acrescentando que, apesar disso, conta poder acentuar o ritmo da vacinação em São Miguel, a maior ilha do arquipélago, onde se regista o maior número de casos de infeção (343 dos 346 casos ativos na região).

Apesar disso, o chefe do executivo de coligação (PSD, CDS-PP, PPM), disse manter a esperança de que, até 31 de julho, os Açores possam registar uma taxa de imunidade de grupo na ordem dos 70% da população açoriana.

José Manuel Bolieiro falava no final de uma reunião com representantes dos armadores e pescadores da região, no âmbito do memorando de entendimento assinado pelo anterior executivo socialista com a Fundação Oceano Azul para a criação de novas zonas marinhas protegidas no arquipélago.

"Pretendemos um crescimento económico e o aumento do rendimento dos pescadores e, ao mesmo tempo, preservar e conservar os recursos piscícolas", explicou o governante, adiantando que isso só pode ser concretizado com o apoio da ciência e dos armadores e pescadores.

O presidente do Governo Regional recordou ainda que o mar dos Açores "corresponde a 56% do território marítimo de Portugal", o que representa uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) da União Europeia, ressalvando, contudo, que o arquipélago dispõe apenas de "5% de reservas marinhas protegidas".

"Vamos juntar a ciência, a investigação e o conhecimento dos nossos recursos, das vulnerabilidades e desafios que temos pela frente e do sentido estratégico da sua preservação e conservação, que há de conviver, concomitantemente, com a continuidade da atividade económica e extrativa em matéria de pescas aqui nas nossas nove ilhas", insistiu.

Jorge Gonçalves, presidente da APEDA - Associação de Produtores e Espécies Demersais dos Açores, lembrou, por outro lado, que o setor "nunca esteve contra a criação de áreas marinhas protegidas", considerando-as mesmo "essenciais" para a preservação dos recursos.

"Temos de ter é atenção de como serão criadas, onde e quando", advertiu o representante dos pescadores, adiantando ser importante "trabalhar em conjunto" para que sejam encontradas as medidas necessárias para a proteção dos recursos marinhos na região.

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