“Infelizmente, aconteceu ontem [quinta-feira], ao final do dia, uma segunda fatalidade, com o falecimento de uma idosa que se encontrava no lar" e já anteriormente tinha testado positivo para a doença, referiu o município, em comunicado divulgado hoje de manhã.

No mesmo comunicado, a autarquia, que disse já ter enviado as “sentidas condolências à família e amigos” desta segunda vítima mortal do foco da doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, indicou ainda que existem, atualmente, 124 casos ativos de covid-19 no concelho.

Destes, 96 são no Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS) - onde foi detetado o primeiro caso positivo de covid-19, no dia 18, o de uma utente que foi internada no hospital de Évora - e 28 na comunidade.

A primeira morte entre os utentes do lar de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, a de um idoso, com cerca de 70 anos, ocorreu na quarta-feira, ao final do dia, e foi divulgada pela autarquia no dia seguinte.

O autarca de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, explicou à agência Lusa, na quinta-feira, que esse idoso, que também tinha testado positivo para a covid-19, encontrava-se “internado no lar”, tal como a idosa cuja morte foi anunciada hoje, mas “teve uma evolução negativa fulminante”, acabando por morrer na instituição.

No comunicado de hoje, com a atualização sobre a situação epidemiológica neste concelho alentejano, baseada nos dados conhecidos até ao final do dia de quinta-feira, o município explicou que o total de 124 casos ativos se verifica “num universo de cerca de 800 testes realizados”, não sendo ainda conhecida a maioria dos resultados.

No que respeita ao foco infeccioso verificado no Lar da FMIVPS, existem 22 trabalhadores infetados, assim como 74 utentes, ou seja, foram contabilizados “mais quatro testes positivos em utentes anteriormente negativos e que já estavam confinados na residência de família”, destacou.

“Em todos os seis novos casos registados na comunidade, verificamos que já estavam em quarentena e tinham cadeias de transmissão conhecidas”, acrescentou a autarquia.

No Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), estão agora internados cinco utentes do lar (até ontem à tarde eram quatro), sendo que uma idosa está nos cuidados intensivos, e um funcionário da instituição, igualmente nos cuidados intensivos.

Contactado pela Lusa, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, disse que “houve um agravamento da situação clínica” destas duas pessoas, pelo que passaram para a Unidade de Cuidados Intensivos. Já fonte do HESE acrescentou à Lusa que os doentes “inspiram cuidados”.

O presidente da ARS revelou também esperar que, a partir de hoje, o Lar da FMIVPS conte com reforço de profissionais de Saúde, 24 horas por dia, através de uma equipa constituída por cinco médicos e 10 enfermeiros.

“Vão estar três médicos de medicina geral e familiar do Agrupamento dos Centros de Saúde do Alentejo Central, um médico do HESE e um outro médico de uma das Unidades Locais de Saúde do Alentejo, vai variando, assim como os enfermeiros, repartidos por turnos, para haver um acompanhamento mais especializado e uma avaliação profunda dos utentes do lar, de modo a percebermos qual o risco que cada um representa e, se houver complicações, transportá-los para o hospital”, explicou José Robalo.

A Área Dedicada Covid-19 de Reguengos de Monsaraz, a funcionar nos Pavilhões Multiusos de Parque de Feiras e Exposições, é o “palco” dos testes de rastreio à doença que estão a ser efetuados na comunidade e que prosseguem, disse a câmara.

Portugal contabiliza pelo menos 1.549 mortos associados à covid-19 em 40.415 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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