Em comunicado, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) refere que a reunião foi pedida aos presidentes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com “o intuito de definir estratégias e meios na resposta a uma eventual situação de emergência, quando são conhecidos os primeiros casos em Portugal do novo coronavírus”.

Segundo a LBP, este pedido surge após a reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, que decorreu na terça-feira à noite na sede da ANEPC, e na qual foi decidido ativar este organismo em permanência para fazer face ao novo coronavírus, que causa a doença Covid-19.

“Fomos ontem [terça-feira] à reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil e os bombeiros estavam à espera que fossem definidas orientações, mas não foi adiantado nada em relação ao papel dos bombeiros, no momento em que seja necessária uma intervenção”, disse à Lusa o presidente da LBP.

Jaime Marta Soares avançou que os bombeiros ainda “não receberam informações específicas”, existindo “uma indefinição” sobre a participação dos bombeiros na resposta a eventuais emergências relacionadas com o novo coronavírus.

Em comunicado, a LBP refere que os bombeiros asseguram 98% do socorro em Portugal e cerca de 85% das ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estão nas corporação dos bombeiros voluntários.

Para a LBP, “é urgente perceber o que realmente se pretende dos bombeiros, a dimensão da sua presença, a formação específica que será necessária para uma boa prestação e os meios alocados a esta missão”.

Jaime Marta Soares especificou que é necessário saber “quais os corpos de bombeiros que devem estar de prevenção” e “quais os meios ao dispor”.

“A LBP quer que fique claro que a sua preocupação é de confiança, não pretendendo fazer qualquer alarmismo, mas antes, o de prevenir, com rigor e objetividade, o que a cada um cabe de responsabilidade no processo”, refere ainda a Liga, em comunicado.

Atualmente, o INEM dispõe de quatro ambulâncias em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro para transportar pessoas suspeitas de terem o novo coronavírus.

Na segunda-feira, a agência Lusa questionou o INEM sobre se está previsto um reforço de equipamento apropriado para que qualquer ambulância possa transportar até aos hospitais de referência pessoas suspeitas de terem o novo coronavírus, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

Jaime Marta Soares disse à Lusa que até hoje os bombeiros não transportaram alguém suspeito com o novo coronavírus.

Em Portugal, há cinco pessoas infetadas.

O novo coronavírus foi detetado em dezembro na China, provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93.000 pessoas em 78 países.

Das pessoas infetadas, cerca de 50.000 recuperaram.

Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

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