“O desafio é tanto ou maior do que aquele que existia. Temos três metas pela frente, nomeadamente, a promoção dos transportes coletivos como forma de mobilidade alternativa ao transporte individual, fomentar a mobilidade ativa e a eletrificação da mobilidade”, avançou Eduardo Pinheiro na abertura da ‘webconferência’ “Covid-19 - A mobilidade e os transportes", organizada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Na sua intervenção inicial, o secretário de Estado da Mobilidade salientou que o Ministério do Ambiente e da Ação Climática está a fazer uma “reflexão geral para a retoma após o surgimento da pandemia”, referindo que ninguém sabe como irá ser.

“É tudo indefinição. Há coisas que mudaram e temos de reagir a aprender a viver, e saber como vamos recuperar depressa com um modelo que se adapte”, disse Eduardo Pinheiro, destacando a importância de “não se estragar o trabalho realizado” até à época pré-covid19 no que diz respeito aos transportes públicos.

Eduardo Pinheiro lembrou o caminho que se estava a fazer no âmbito dos transportes públicos estarem a ser mais utilizados pelos cidadãos, reiterando a questão de as pessoas “confiarem na segurança” dos mesmos e sublinhado a necessidade de continuar a “garantir e a assegurar o serviço”.

“Não podemos perder aqueles que vieram para os transportes públicos neste último ano e que saiam para o transporte individual”, frisou.

Eduardo Pinheiro adiantou que, embora não se sabendo se as alterações sofridas na sociedade, como a implementação do teletrabalho, o silêncio das cidades e a valorização do comércio de proximidade, “são tendências duradouras ou não, trata-se de um momento de agir”.

“A logística urbana tem de entrar nas nossas preocupações”, defendeu, acrescentando estarem em curso no ministério “alguns projetos em andamento e objetivos” na matéria, sem especificar quais.

Também presente na conferência, o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, manifestou que no presente uma das principais preocupações do Ministério das Infraestruturas e da Habitação é que a oferta da CP – Comboios de Portugal seja “a melhor possível e com a maior regularidade para minimizar o impacto da maior concentração de pessoas”.

“No futuro queremos reforçar o plano de investimentos na ferrovia”, que é ainda mais urgente, disse Jorge Delgado, apontando os dois mil milhões de euros de investimento no plano da Ferrovia 2020 que “rapidamente possam entrar em desenvolvimento para serem materializados”.

“Esta experiência não nos vai deixar indiferentes. Vamos aproveitar o momento para intensificar outros modos de mobilidade, sejam os modos cicláveis ou o andar a pé, sublinhou.

A ‘webconferência’ juntou durante duas horas e meia mais de 700 pessoas, reunindo um painel de oito oradores.

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