"Falei com o senhor ministro [da Administração Interna] Eduardo Cabrita porque tínhamos aqui um problema com o fecho de fronteiras, relativamente a Espanha, porque corríamos o risco de a operação aérea para o Porto Santo ficar bloqueada", disse Eduardo Cabrita.

O chefe do executivo, que falava à margem de uma visita às obras de um reservatório de água para combate a incêndios florestais, no Funchal, referia-se ao facto de a ligação área entre a Madeira e o Porto Santo ser operada pela Binter, uma companhia espanhola, que efetua voos também para Canárias.

"O senhor ministro disse que tinham levado isso em linha de conta e, obviamente, não abarca o território da Madeira", esclareceu Miguel Albuquerque.

O Conselho de Ministros decidiu, na quinta-feira, limitar as deslocações para fora do território continental, por qualquer meio de transporte, e repor o controlo nas fronteiras terrestre, no âmbito das medidas que regulamentam o novo estado de emergência, que começa no próximo domingo se prolonga até 14 de fevereiro.

A possibilidade de suspensão de voos e de determinação de confinamento de passageiros à chegada, quando a situação epidemiológica assim o justificar, foram outras das medidas aprovadas pelo Governo.

Em relação à Região Autónoma da Madeira, Miguel Albuquerque explicou que as ligações ao exterior já registam "problemas" há algum tempo, devido aos condicionalismos nos países de origem, sobretudo a Alemanha e o Reino Unido, os dois principais emissores de turistas.

O chefe do executivo, de coligação PSD/CDS-PP, desaconselha, por outro lado, as deslocações para fora do arquipélago, considerando o agravamento da situação pandémica no território continental.

"Acho que viagens, neste momento, só para quem tem uma imperativa necessidade de se deslocar fora, até porque a situação a nível do continente está muito complicada", afirmou, reforçando: "Neste momento, é um grande risco as pessoas saírem de cá".

De acordo com os dados mais recentes, o arquipélago da Madeira assinala 1.971 casos ativos de covid-19 e 38 mortes associadas à doença, situando-se o registo diário de novos infetados acima dos 100.

"Neste momento, as medidas que estão em vigor aqui, na Madeira, são as necessárias e suficientes", disse Miguel Albuquerque, vincando que o objetivo é diminuir o número de infetados na região a partir da próxima semana.

"Penso que vamos conseguir", reforçou.

Na quinta-feira, o Governo da Madeira decidiu prorrogar até ao dia 21 de fevereiro as medidas de confinamento em vigor, devido à pandemia de covid-19.

O recolher obrigatório vai continuar de segunda a sexta-feira, entre as 19:00 e as 05:00, e aos fins de semana entre as 18:00 e as 05:00.

As aulas presenciais no 3.º ciclo e no secundário continuam suspensas e as atividades de natureza industrial, comercial e de serviços terão também de respeitar os horários do recolher obrigatório.

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