O PAN questionou a Câmara de Lisboa, presidida por Fernando Medina (PS), sobre se “já foram procuradas soluções junto do tecido empresarial local e/ou nacional para aumentar o número de máscaras fabricadas, para que sejam garantidas as quantidades necessárias para os técnicos de saúde e outros agentes que estão mais expostos ao novo coronavírus, bem como distribuídas de forma equitativa a toda a população”, lê-se num comunicado enviado às redações.

“Apesar das orientações das organizações de saúde estarem em permanente atualização quanto ao uso das máscaras por parte da população, a sua utilização generalizada pela população já é praticada noutros países. No entanto, tal não se verifica em Portugal, onde este equipamento de proteção não está a ser disponibilizado, nem mesmo às pessoas infetadas e que coabitam com outras pessoas, sendo da sua inteira responsabilidade encontrar um bem que não está disponível para venda no mercado, não podendo assim cumprir as recomendações que lhes são transmitidas pelos médicos que as acompanham telefonicamente”, critica o partido.

O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas, que integra diretores das faculdades de medicina do país, também recomenda a utilização generalizada de máscara, refere o PAN, acrescentando que, “além deste equipamento de proteção poder contribuir para a diminuição da propagação da covid-19, neste momento, poderá ser igualmente indispensável no futuro para a prevenção do aparecimento de novos surtos”.

Citado na mesma nota, o deputado municipal Miguel Santos considera que a autarquia deve “ser uma força motora também no que respeita a garantir o acesso a este tipo de medidas de autoproteção, em particular pela população mais vulnerável, a par da promoção do tecido empresarial local, canalizando, com o devido apoio, as suas aptidões para esta necessidade de resposta urgente”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

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