Portugal regista hoje 1.369 mortes relacionadas com a covid-19, mais 13 do que na quarta-feira, e 31.596 infetados, mais 304, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de quarta-feira, em que se registavam 1.356 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%. A taxa de letalidade global é de 4,33%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (31.596), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 304 casos do que na quarta-feira (31.292), representando uma subida de 1%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (761), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (340), do Centro (237), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quarta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Os principais destaques da conferência da DGS

  • Dos 833 trabalhadores testados na base logística da Sonae, na Azambuja, 175 acusaram positivo à covid-19 e encontram-se a recuperar em casa.  Graça Freitas adiantou que foram realizados “testes em toda a empresa”, no distrito de Lisboa, abrangendo os 833 trabalhadores, dos quais 175 se encontram infetados pelo novo coronavirus.

    “São pessoas jovens, saudáveis e quase todas assintomáticas ou com sintomas ligeiros a moderados e vão em princípio fazer a sua recuperação em casa acompanhados pelo seu médico de família”, explicou.

    Apenas um trabalhador se encontra internado, uma vez que, “apesar de jovem, tem fatores de risco” associados.

    A diretora-geral da Saúde disse que, nesta fase, o surto na Sonae “é o maior” em toda a região de Lisboa e Vale do Tejo e influenciou o aparecimento de outros sete casos de infeção espalhados por cinco empresas também da Azambuja.

  • Recuperados 2.161 dos 3.398 profissionais de saúde infetados em Portugal. "Dos 3.398 profissionais [de saúde] infetados em Portugal ao longo da pandemia, 2.161 já estão recuperados", afirmou António Lacerda Sales, frisando tratar-se de "uma notícia que nos alimenta a esperança".

    Na conferência de imprensa diária para atualização de informação sobre a pandemia em Portugal, António Lacerda Sales revelou também que, desde o dia 01 abril e até quarta-feira, foram atendidas mais de 2.800 chamadas na linha de apoio psicológico da Linha SNS24, das quais 1.200 foram de profissionais de saúde.

  • A diretora-geral da Saúde traçou ainda um retrato dos principais grupos afetados pela pandemia de covid-19 em Portugal. Se no Norte a infeção entrou pelos lares e afetou os mais idosos, na região de Lisboa são os mais desfavorecidos e sobretudo jovens em ambiente laboral que estão a ser infetados.
    "São padrões epidemiológicos diferentes, que refletem momentos diferentes da epidemia e que refletem também realidades diferentes — e isso tem de ser muito bem medido", disse hoje Graça Freitas.

 boletim em detalhe

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 699 vítimas mortais são mulheres e 670 são homens.

Das mortes registadas, 919 tinham mais de 80 anos, 269 tinham entre os 70 e os 79 anos, 122 tinham entre os 60 e 69 anos, 42 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49. Um dos doentes que morreu tinha entre os 30 e os 39 e outro entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 512 doentes estão internados em hospitais, mais dois do que na quarta-feira (+0,4%), e 65 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos um (-1,5%).

A recuperar em casa estão 11.078 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.290, seguido por Vila Nova de Gaia (1.553), Porto (1.351), Matosinhos (1.277), Braga (1.218) e Gondomar (1.083).

Covid-19 em Portugal

Quem suspeitar estar infetado ou tiver sintomas - que incluem febre, dores no corpo e cansaço - deve contactar a linha SNS24 através do número 808 24 24 24 para ser direcionado pelos profissionais de saúde. Não se dirija aos serviços de urgência, pede a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS e o Governo criou para o efeito vários sites onde concentra toda a informação atualizada e onde pode acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo. Pode ainda consultar as medidas de segurança recomendadas e esclarecer dúvidas sobre a doença.

O Governo também lançou um site que funciona como um guia prático para apoiar cidadãos, famílias e empresas no combate aos efeitos causados pela pandemia.

Poderá ainda acompanhar a cobertura da covid-19 no Especial Coronavírus do SAPO24.

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 318.810 casos suspeitos, dos quais 1.310 aguardam resultado dos testes.

Há 285.904 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 18.637 (mais 288).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.718, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 10.320, da região Centro, com 3.710, do Algarve (366) e do Alentejo (257).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 27.563 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 18.177 são mulheres e 13.419 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.315), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.253) e das pessoas com mais de 80 anos (4.479).

Há ainda 4.736 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 4.114 entre os 20 e os 29 anos, 3.484 entre os 60 e 69 anos e 2.537 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 626 casos de crianças até aos nove anos e 1.052 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 355.736 pessoas e infetou mais de 5,7 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais dos países.

A Organização Mundial de Saúde afirmou hoje que desde março, o pico da pandemia da covid-19 na Europa, morreram mais pelo menos mais 159.000 no continente europeu do que no mesmo período do ano passado.

O "número alarmante" foi hoje revelado pelo diretor regional europeu da OMS, Hans Kluge, que indicou que, de acordo com os dados recolhidos em 24 países, a mortalidade em excesso registada desde o início de março é "muito acima do que seria normalmente expectável nesta altura do ano".

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