Portugal regista hoje 1.356 mortos e 31.292 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus. 18.349 pessos já recuperaram da doença.

Contam-se ainda menos três internados e menos cinco internados em unidades de cuidados intensivos.

“O que está acontecer em Lisboa já aconteceu em outras zonas do país. Há a circulação de um vírus e essa circulação é diferente conforme as localidades” e a resposta difere porque “as populações não são todas homogéneas”, afirmou Graça Freitas, na conferência de imprensa diária de atualização da informação referente à covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Questionada sobre o aumento de casos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, a diretora-geral da Saúde explicou que “a situação é multivariada”, existindo nesta zona “pequenos surtos em bairros, surtos em fábricas e casos esporádicos disseminados entre a população”.

Graça Freitas sublinhou que “há múltiplas situações diferentes”, que vão desde pequenos focos em “contexto familiar”, ao grande foco saído de uma fábrica na Azambuja, e os “pequenos surtos” em bairros do Seixal.

“No Seixal há boas notícias, em um dos bairros onde houve 16 casos infetados, quatro já foram dados como curados e não apareçam novos casos”, disse, dando também conta de um outro surto na zona de Lisboa e Vale do Tejo, num lar de idosos do distrito de Santarém, em que 18 utentes e seis profissionais estão infetados com covid-19 até à data.

Graça Freitas destacou também a resposta que está a ser dada pelas autoridades locais, bem como “um grande esforço de sensibilização” junto de algumas comunidades para os alertar para os riscos e para prevenção desses riscos.

“As boas noticias é que as autoridades de saúde, as autarquias, a santa casa da misericórdia, os serviços de segurança social, a proteção civil, de acordo com as dinâmicas locais que não são iguais em todos os concelhos, têm conseguido uma articulação para intervir junto da população”, precisou.

Segundo a diretora-geral da Saúde, as entidades têm de se articular e atuar localmente porque “as populações não são homogéneas”.

Graça Freitas esclareceu ainda que a maior parte destas pessoas tem sintomatologia ligeira e tem de ficar na sua habitação.

“O que determina ficar em casa a recuperar é o estado clínico, que neste caso tem sido positivo porque são adultos jovens”, afirmou, sublinhando que para as pessoas serem tratadas no domicílio têm de existir “um conjunto mínimo de (condições de) habitabilidade”.

Graça Freitas disse também que a prioridade atual é “procurar ativamente casos positivos e os contactos próximos de um caso”.

Questionado sobre se há necessidade de ativar os hospitais de campanha para as pessoas que na região de Lisboa e Vale do Tejo não tenham condições em casa para se tratar, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse que para já “não parece” existir essa necessidade.

Sobre os casos de covid-19 em bairros sociais da Grande Lisboa, a diretora-geral da Saúde afirmou que a testagem e o confinamento dependem da “dinâmica da doença e da circulação do vírus”, frisando que “não é por se tratar de um bairro social que se confina todo o bairro”.

“Não é o teste que determina a necessidade de confinamento obrigatório. Mesmo sem teste, a autoridade de saúde pode determinar o confinamento de alguém que tenha estado em contacto próximo” com alguém infetado, disse.

Por sua vez, o secretário de Estado disse ainda que o vírus SARS-CoV-2 “é um vírus democrático, atinge toda a gente independentemente da condição social”.

Em maio já foram feitos mais testes do que em todo o mês de abril. A 25 de maio, Lisboa tinha já uma percentagem de testes positivos na região mais elevada que as taxas nas diferentes regiões (face ao total de testes em cada uma).

Em relação a testes positivos, "a situação não é igual em todo o país", frisou Lacerda Sales, referindo que na passada segunda-feira, do total de testes feitos nas regiões do país, a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 7% de testes positivos, a do Norte 4%, a do Algarve 2% e as regiões da Madeira, dos Açores e do Alentejo registaram 0%.

"No total nacional, desde o dia 11 de maio, a percentagem de resultados positivos foi sempre inferior a 5%", sublinhou António Lacerda Sales.

"Desde o dia 01 março, foram realizados mais de 770 mil testes diagnóstico de covid-19", número apurado depois de "uma atualização do número de amostras processadas por todos os laboratórios", disse António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa diária para atualização de informação sobre a pandemia em Portugal.

Segundo o governante, Portugal conseguiu "mesmo passar a barreira dos 20 mil testes diários" no passado dia 15 e "já foram feitos em maio mais testes que no mês de abril".

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.342 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (31.292), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 285 casos do que na terça-feira (31.007), representando uma subida de 0,9%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (755), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (335), do Centro (235), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 350.608 pessoas e infetou mais de 5,6 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais dos países.

Covid-19 em Portugal

Quem suspeitar estar infetado ou tiver sintomas - que incluem febre, dores no corpo e cansaço - deve contactar a linha SNS24 através do número 808 24 24 24 para ser direcionado pelos profissionais de saúde. Não se dirija aos serviços de urgência, pede a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS e o Governo criou para o efeito vários sites onde concentra toda a informação atualizada e onde pode acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo. Pode ainda consultar as medidas de segurança recomendadas e esclarecer dúvidas sobre a doença.

O Governo também lançou um site que funciona como um guia prático para apoiar cidadãos, famílias e empresas no combate aos efeitos causados pela pandemia.

Poderá ainda acompanhar a cobertura da covid-19 no Especial Coronavírus do SAPO24.

Entre segunda e terça-feira desta semana houve desvios nos números, nomeadamente uma diminuição de casos confirmados na região Norte. A DGS explicou já ao SAPO24 os fatores que podem explicar estas alterações nas contas.

Há 39 infetados em 14 unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados

"Temos casos positivos de covid-19 em 14 unidades da RNCCI, num universo de 359. São 39 doentes positivos. Felizmente não se registam mortes nessas unidades desde o dia 22 de abril", disse António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa diária para atualização de informação sobre a pandemia em Portugal.

Segundo o governante, foram transferidos cerca de 4.250 doentes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde para unidades da RNCCI, desde o dia 09 de março, e ainda encontradas perto de 420 respostas sociais, o que permitiu "libertar camas hospitalares".

António Lacerda Sales frisou que "a recuperação da atividade não covid-19 é uma prioridade" e, por isso, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou na terça-feira uma atualização da norma para doentes com doença renal crónica em hemodiálise.

A nova norma "visa dar resposta" àqueles doentes "em contexto de covid-19, nomeadamente no que diz respeito ao transporte", explicou.

As duas fases de desconfinamento "parece que correram bem"

“As duas anteriores fases de desconfinamento parece que correram de facto bem. Obviamente há sempre imprevisibilidade no decorrer do surto”, disse António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária de atualização da informação referente à covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

O governante sublinhou que se deve “manter a mensagem de cautela e de prevenção” para que não se recue e não seja necessário “dar passos atrás”.

Questionado sobre como está a decorrer a segunda fase de desconfinamento, que começou a 17 de maio, o secretário de Estado afirmou que não se fazem “balanços a meio da epidemia, são sempre feitos no final”, uma vez que ainda se está na “fase de dar respostas”.

“Relativamente à avaliação que fazemos tem de ser ponderada, na próxima quinta-feira haverá uma nova reavaliação”, precisou.

Por sua vez, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, destacou que a tendência em Portugal “é de facto para decrescer”, o que tem acontecido “consistentemente” desde a altura em que se atingiu o pico.

“A situação portuguesa neste momento, com as cautelas que temos tido sempre, aponta para que os novos casos, a incidência se esteja a reduzir, não estão a aumentar os internamentos, estão a reduzir muito os óbitos, estão aumentar os casos recuperados”, sustentou.

Graça Freitas disse também que o RT (número médio de contágios causados por cada pessoa infetada) se tem “mantido estável e com tendência até para diminuir”.

A diretora-geral da Saúde afirmou que os indicadores de monitorização apontam para uma situação favorável, no entanto “isso não pode descurar a atenção e muito menos as medidas”.

"O nosso princípio é sempre o da precaução, só quando a epidemia terminar é que podemos relaxar de alguma forma”, concluiu.

Os números do boletim em detalhe

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 692 vítimas mortais são mulheres e 664 são homens.

Das mortes registadas, 912 tinham mais de 80 anos, 265 tinham entre os 70 e os 79 anos, 121 tinham entre os 60 e 69 anos, 42 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49, e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 510 doentes estão internados em hospitais, menos três do que na terça-feira (-0,6%), e 66 71 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos cinco (-7,1%).

A recuperar em casa estão 11.077 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.254, seguido por Vila Nova de Gaia (1.553), Porto (1.349), Matosinhos (1.275), Braga (1.213) e Gondomar (1.079).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 316.364 casos suspeitos, dos quais 1.886 aguardam resultado dos testes.

Há 283.186 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 18.349 (mais 253).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.703, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 10.055, da região Centro, com 3.690, do Algarve (363) e do Alentejo (256).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 27.141 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 18.036 são mulheres e 13.256 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.265), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.212) e das pessoas com mais de 80 anos (4.460).

Há ainda 4.679 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 4.049 entre os 20 e os 29 anos, 3.463 entre os 60 e 69 anos e 2.520 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 607 casos de crianças até aos nove anos e 1.037 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 350.608 pessoas e infetou mais de 5,6 milhões em todo o mundo.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

(Artigo atualizado às 16:13)

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