“É importante que as medidas restritivas que inibam a correta atividade comercial sejam anunciadas em paralelo com medidas compensatórias de apoio social que sirvam para compensar as pessoas afetadas pela quebra de rendimentos resultantes da decisão do Governo Regional”, declarou o deputado e presidente dos socialistas madeirenses, Paulo Cafôfo.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do grupo parlamentar do PS na Assembleia da Madeira sustentou que “o anúncio de medidas restritivas devia de ser feito com melhor planeamento”.

Paulo Cafôfo salientou que este tipo de decisões do executivo madeirense de coligação PSD/CDS, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, “têm um efeito direto na vida das pessoas e na vida das empresas”.

O socialista criticou ainda a atitude do executivo madeirense por considerar que adota as medidas de combate à pandemia da covid-19 “fechando as portas aos contributos dos parceiros sociais e oposição”.

O responsável declarou que o partido “está totalmente disponível para apoiar as decisões necessárias para a proteção da população e que tenham em vista o diminuir dos contágios”.

Contudo, acrescentou, ser necessário haver do Governo da Madeira “a abertura para dialogar com os partidos da oposição, a bem da população madeirense e do enobrecimento das instituições regionais”.

O deputado referiu que, a “nível nacional, o primeiro-ministro convocou de emergência a concertação social e os partidos políticos com assento parlamentar para tomar novas medidas e ouvi-los antes de tomar qualquer decisão”.

No entender de Paulo Cafôfo, esta atitude evidencia que António Costa “vê com grande preocupação o evoluir da situação pandémica a nível nacional e regional, que tem levado ao anúncio de medidas restritivas que visam conter a propagação da epidemia”.

O responsável do PS/Madeira também censurou a “estratégia de comunicação do Governo Regional para com a população”, opinando que “estão mais preocupados na propaganda política, em vez de apostar numa comunicação pedagógica, de apelo à proteção individual de cada cidadão”.

“Arranjar culpados ou ameaçar não é a forma de lidar com a instabilidade que as pessoas têm nas suas vidas”, vincou.

“Não compreendemos porque não são retomadas as conferências de imprensa que eram habituais no início da pandemia, quando tínhamos um número muito residual de casos”, disse.

Paulo Cafôfo complementou que, numa altura em que a situação é “gravosa, deixaram de existir essas comunicações”, considerando que “quanto mais informação esclarecida tiver a população, mas fácil será as pessoas entenderem o porquê de determinadas restrições e poderem acatar de uma forma mais responsável”.

O conselho do Governo da Madeira esteve hoje reunido e vai divulgar novas medidas de combate à pandemia covid-19, face ao aumento de casos na região.

Segundo os dados mais recentes, divulgados no domingo, a Madeira tem 1.201 casos ativos de covid-19, de um total acumulado de 2.678 casos positivos. A região já registou 1.459 recuperações.

Entretanto, a autoridades regionais de saúde fizeram saber que ocorreram mais duas mortes relacionadas com a covid-19, duas mulheres com 89 e 69 anos, no hospital dr. Nélio Mendonça, elevando para 20 o número de mortos pela doença na região.

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