No dia 26 de março, após uma reunião por videoconferência do Conselho Europeu, António Costa considerou "repugnante" o discurso do ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra, que sugeriu que a Comissão Europeia devia investigar países como Espanha que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pela pandemia da covid-19.

No dia seguinte, o Presidente da República declarou-se "solidário" com a indignação manifestada pelo primeiro-ministro português, embora referindo que não tinha acompanhado o que se passou.

De acordo com uma nota hoje divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa "falou esta manhã longamente ao telefone com o rei Felipe VI de Espanha, tendo abordado a situação atual nos dois países face à pandemia do Covid-19 e as perspetivas de evolução, nomeadamente também da situação económica e social".

"O rei de Espanha sublinhou o reconhecimento pela posição tomada pelo primeiro-ministro português e ambos os chefes de Estado referiram a importância fundamental da solidariedade no seio da União Europeia", lê-se na mesma nota.

Por sua vez, "o Presidente da República elogiou o papel que o rei Felipe VI tem tido na coesão e na confiança dos espanhóis no futuro", e ambos os chefes de Estado "referiram a colaboração estreita entre os dois países ibéricos".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil.

Em Portugal, registaram-se 266 mortes e 10.524 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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