O selo "Clean and Safe" resulta de um processo de certificação do Turismo de Portugal e visa transmitir maior confiança aos turistas.

Pedro Machado disse hoje à agência Lusa que o selo já está presente em "praticamente 55%" das unidades e entidades turísticas da região Centro, como alojamentos, restaurantes, empresas de animação turística, agências de viagens, postos de turismo e museus.

"O que significa que há da parte dos empresários uma vontade expressa em cumprirem com todas as regras sanitárias para nos adaptarmos a este novo tempo que o covid-19 trouxe", declarou.

O responsável falava à agência Lusa em Seia, à margem da integração da escrivaninha do poeta Fernando Pessoa e de uma rara primeira edição da obra "Mensagem" no espólio expositivo do Museu do Pão.

Em relação ao movimento de turistas nas unidades de alojamento da região, Pedro Machado disse ter registo de alguns casos, "até muito satisfatórios", de elevada procura em unidades de alojamento em espaço rural, em Aldeias Históricas e em Aldeias do Xisto.

"O que significa que este território menos massificado, menos concentrado do ponto de vista da sua oferta, permite hoje um desconfinamento quase natural. E isso tem sido responsável por, por exemplo, [nos] feriados como os de 10 e 11 de junho, termos tido muitas unidades com taxas de 100%", acrescentou.

Disse ainda que os indicadores disponíveis fazem perspetivar que, sobretudo a partir do dia 15 de julho, quando acabar a época de exames escolares, "os portugueses possam fazer férias dentro do seu próprio país e que os espanhóis, como já se começa a notar, venham também para o Centro de Portugal".

Ainda de acordo com Pedro Machado, os residentes na província de Castela e Leão "têm uma predisposição enorme para o mar", daí que algumas praias como Figueira da Foz, Aveiro e Nazaré sejam hoje "praias oceânicas muito procuradas, onde já se notam movimentos de espanhóis".

O presidente do Turismo Centro de Portugal referiu ainda que algumas segundas habitações de espanhóis, que durante os últimos anos não tinham movimento, voltaram a tê-lo, indicando que tal acontece, por exemplo, na Figueira da Foz.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 538 mil mortos e infetou mais de 11,64 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.629 pessoas das 44.416 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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