Em declarações à Lusa, Luís Pedro Martins destacou que setembro “é o mês mais forte” de britânicos no Porto e Norte de Portugal, representando 12% das visitas anuais à região, pelo que tem a expetativa de “conseguir melhorar um ano tão difícil” em termos turísticos com este fim da obrigatoriedade de quarentena de 14 dias após a passagem por Portugal.

O presidente da TPNP referiu que o mercado britânico é mais importante para outras zonas do país, como o Algarve, mas manifestou “satisfação” por ter sido “reposta a justiça” em relação a Portugal.

“No Porto e Norte não é um mercado vital. É o quinto mercado. Mas, sendo uma decisão tomada a meio de agosto ainda abre uma janela de oportunidade para fazer crescer os números do verão”, observou.

Luís Pedro Martins disse ainda que os meses de outubro, novembro e dezembro “representam cerca de 31% das visitas de britânicos” ao Porto e Norte de Portugal.

De acordo com o responsável, nestes meses está em causa um terço do total dos britânicos na região.

“Nunca chegámos a perceber a decisão [do governo britânico], nomeadamente porque o Porto e o Norte de Portugal foram a primeira região a lidar e a resolver o problema da pandemia [no país] e devido à ligação histórica que existe entre a região e a Inglaterra”, observou.

Luís Pedro Martins mostrou-se ainda “satisfeito” por ver “que o governo escocês acompanhou a decisão” de acabar com a obrigatoriedade de quarentena a passageiros que regressassem de Portugal.

O governo britânico revelou na quinta-feira a decisão de incluir Portugal na lista dos países com “corredores de viagem” para Inglaterra cujos passageiros ficam isentos de cumprir uma quarentena de duas semanas imposta devido à pandemia covid-19.

A medida toma efeito a partir das 04:00 de sábado, pelo que as pessoas que cheguem de Portugal antes continuam sujeitas a quarentena.

Escócia também confirmou a isenção de Portugal da quarentena, sendo incerto de País de Gales e Irlanda do Norte vão seguir a orientação do governo de Boris Johnson.

Portugal junta-se assim a um grupo reduzido de países que foram adicionadas à lista de “corredores de viagem” com o Reino Unido desde meados de julho, que incluem a Estónia, Letónia, Eslováquia, Eslovénia, o arquipélago de São Vicente e Granadinas, Brunei e Malásia.

O governo explicou que são usados vários critérios, como a prevalência estimada de covid-19, o nível e a taxa de mudança na incidência de casos positivos confirmados ou a capacidade dos testes num país.

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, Portugal tem vindo a registar um decréscimo no número de infeções, tendo registado 27,8 casos por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas.

O Reino Unido introduziu a necessidade de autoisolamento por 14 dias a todas as pessoas que cheguem do estrangeiro em 08 de junho para evitar a importação de infeções, mas um mês depois isentou cerca de 70 países e territórios, considerados de baixo risco.

A isenção de quarentena é acompanhada com a mudança do conselho do ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) contra as viagens não essenciais para aqueles destinos, importante para efeitos de seguro de viagem.

O Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para Portugal, tendo representado cerca de 20% do total em 2019.

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