A notícia foi confirmada à TVI pela esposa do trabalhador português.

Segundo Emmanuelle Maranhão, as últimas análises feitas à saliva e à mucosa do esposo deram negativo.

Em declarações à RTP a esposa do português detalhou que a primeira análise foi realizada na quarta-feira e um segundo teste foi realizado na sexta-feira.

"Ele está extremamente feliz porque agora já pode ter o relatório médico a indicar que não está doente nem contagioso e graças a Deus poderá iniciar o processo para regressar a casa", disse.

Em declarações posteriores à TVI Emmanuelle Maranhão confirmou que o esposo já recebeu um "certificado de alta hospitalar" e que aguarda agora que um responsável da empresa do navio de cruzeiro Diamond Princess vá ao seu encontro e o encaminhe para um hotel, onde ficará à espera da autorização por parte do governo português e da embaixada de Portugal no Japão para regressar a casa.

"Todo este processo foi muito tranquilo", disse a esposa do trabalhador, referindo que além de alguma febre inicial, quando ainda estava a bordo do navio de cruzeiro, Adriano Maranhão não teve mais sintomas preocupantes até à recuperação plena.

A expectativa de Emmanuelle Maranhão é que o marido esteja de volta a casa durante a próxima semana.

Questionada sobre quem assumiria a responsabilidade sobre as despesas hospitalares e de viagem, a esposa do canalizador disse que ficam a cargo da empresa.

Adriano Maranhão é um dos dois portugueses no Japão que foram infetados com o novo coronavírus no Japão.

O canalizador no navio de cruzeiros Diamond Princess, foi transferido a 25 de fevereiro para um hospital da cidade de Okazaki, Japão, depois as autoridades japonesas terem confirmado que o português deu teste positivo para infeção por coronavírus.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.933 mortos e infetou mais de 85 mil pessoas, de acordo com dados reportados por 58 países e territórios e divulgados às 16:00 de sábado pela Organização Mundial de Saúde.

Das pessoas infetadas, mais de 39 mil recuperaram.

Além de 2.870 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan e, desde hoje, há também uma vítima nos Estados Unidos da América.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) registou 70 casos suspeitos de infeção, três dos quais ainda estavam em estudo sábado.

Os restantes 67 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos.

A DGS manteve na sexta-feira o risco da epidemia para a saúde pública em “moderado a elevado”.

Dois portugueses tripulantes de um navio de cruzeiros encontram-se hospitalizados no Japão com confirmação de infeção.

De referir que a DGS lançou um microsite sobre o novo coronavírus (Covid-19), onde os portugueses podem acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo e esclarecer dúvidas sobre a doença.

Em Portugal, quem suspeitar estar infetado ou tiver sintomas - que incluem febre, dores no corpo e cansaço - deve contactar a linha SNS24 através do número 808 24 24 24 para ser direcionado pelos profissionais de saúde. Não se dirija aos serviços de urgência, pede a Direção-geral de Saúde.

Entre as recomendações de saúde para evitar infeções está: Lavagem frequente das mãos com detergente, sabão ou soluções à base de álcool; Ao tossir ou espirrar, fazê-lo não para as mãos, mas para o cotovelo ou para um lenço descartável que deve ser deitado fora de imediato; Evitar contacto próximo com quem tem febre ou tosse; Evitar contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos; Deve ser evitado o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos; Caso se dirija a uma unidade de saúde com suspeitas de infeção ou sintomas deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.

A Direção-Geral da Saúde  ativou os hospitais de Santa Maria, S. José (Lisboa), Coimbra e Santo António (Porto) para validar casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus (Covid-19). Tratam-se de hospitais de referência de "segunda linha" para a contenção da infeção. A partir de 26 de fevereiro, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e o Hospital Curry Cabral, em Lisboa, passam a poder fazer análises laboratoriais aos casos suspeitos. Até à data, as análises eram feitas no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em Lisboa, e, mais recentemente, no Hospital S. João, no Porto. Atualmente existem 2.000 quartos de isolamento nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.  O Serviço Regional de Saúde dos Açores disponibilizou 80 quartos de isolamento. A Madeira já apresentou também o seu plano de contingência.

A Direção-Geral da Saúde emitiu ainda recomendações às empresas por causa do coronavírus, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, evitando reuniões em sala. Saiba mais aqui.

Acompanhe a evolução de casos confirmados de infeção, mortes registadas e casos de recuperação, em permanente atualização, aqui.

(Notícia atualizada às 11:31 com novas declarações de Emmanuelle Maranhão)

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