“Até hoje, não há qualquer evidência científica de que os animais de companhia possam transmitir o vírus ao seu detentor”, disse à agência Lusa o bastonário dos veterinários, Jorge Cid, indicando que, por precaução, quando alguém estiver infetado deve pedir a outra pessoa para cuidar dos animais.

O novo coronavírus, sublinhou, não se transmite pelos animais: “Transmite-se de homem a homem”.

Porém, se uma pessoa estiver infetada deve evitar o contacto direto com o animal, nomeadamente “festas e lambidelas”, refeições e outros cuidados de maior proximidade, aconselhou o médico.

A Ordem dos Médicos Veterinários aconselhou também as clínicas e hospitais a reduzirem o atendimento às urgências.

Estas unidades devem evitar cirurgias de rotina e manterem-se “preparadas e abertas” apenas para situações consideradas urgentes, afirmou.

“Todas as clínicas do país reduziram os seus recursos humanos para protegerem o pessoal”, revelou, acrescentando que quem precisar de atendimento presencial deve permanecer no exterior das instalações enquanto espera pelo animal.

Os profissionais pedem também que as pessoas entrem “uma a uma” nas instalações clínicas e que peçam a outra pessoa para acompanhar o animal, caso estejam infetadas.

Até ao momento, não se verificaram problemas, garantiu Jorge Cid, referindo que os utentes estão consciencializados de que não devem procurar os serviços, a não ser em casos da maior importância.

“Estamos também disponíveis para tirar todas as dúvidas por telefone ou via e-mail”, declarou o responsável pela Ordem, segundo o qual foi feito “um reforço” neste sentido.

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