As medidas para a mobilidade do programa eleitoral da coligação "Pela Nossa Lisboa" (CDS-PP/MPT/PPM), encabeçada por Assunção Cristas, apresentado hoje em Lisboa, incluem a já anunciada defesa da expansão da rede de metro e a modernização da Carris e acrescentam-lhe a "análise da viabilidade económica para a criação de uma linha de elétrico rápido na primeira circular, com início no ponto intermodal de Alcântara, até à Praça de Espanha".

As propostas constam do programa designado "Visão para a nossa Lisboa", que distribui por mais de 100 páginas medidas em cinco áreas: mobilidade e sustentabilidade urbanas, políticas sociais, economia e emprego, cultura e segurança.

Na área da economia e emprego destacam-se a criação do ‘cluster’ da economia azul "para os municípios nas margens do Tejo", com a Câmara de Lisboa a criar uma "via azul" para "todos os aspetos relacionados com licenciamentos, estudos de viabilidade, esclarecimentos e temas administrativos de atividades ligadas à economia azul" e uma "cidade do mar", "juntando conhecimento e empresas no mesmo espaço".

Ainda na área da mobilidade, Assunção Cristas defende um "sistema de semáforos inteligente", que seja "variável ao longo do dia e em função do congestionamento das vias", a "redução do preço dos transportes nas horas de reduzida procura", bem como a criação de "corredores multiusos".

Estes corredores passam pela "utilização de determinadas faixas bus por parte de veículos privados que transportem pelo menos dois passageiros adultos", ou seja, "pelo menos três pessoas por automóvel", para "incrementar o conceito de veículos partilhados".

O programa defende tarifas sociais de transportes com descontos até 50% para "famílias de reduzidos recursos, idosos e desempregados, bem como passes escolares com descontos até 60%" para "alunos de famílias de menores recursos e beneficiários da ação social escolar".

A expansão do metro, com 20 novas estações até 2030, consta do programa, assim como mais benefícios para quem tenha dístico de residente da EMEL, que passam pela isenção de pagamento noutra área da cidade à escolha, além da residência, gratuitidade dos primeiros 20 minutos por dia em qualquer ponto da cidade e 50% de desconto em todas as tarifas.

Na habitação, Assunção Cristas propõe "quotas mínimas para habitação para jovens/classe média na reabilitação dos edifícios da Colina de Santana" e, nos terrenos da antiga Feira Popular, a disponibilização de mil apartamentos para arrendamento 30 a 50% abaixo dos preços de mercado, uma medida que já tinha sido defendida pela candidata.

Na habitação social, é reiterado o compromisso de atribuição das 1.600 casas que a candidatura estima estejam fechadas nos bairros municipais.

Assunção Cristas defende que se deve "considerar a dimensão do agregado familiar para efeitos dos impostos e taxas municipais" e quer em "todas as políticas municipais - habitação, mobilidade, eficiência de recursos - uma abordagem específica que crie benefícios para as famílias com filhos".

"Por exemplo: estudar a possibilidade de um passe familiar na Carris, introduzir quotas de tipologias maiores (T3 e T4) para habitação nova ou reabilitação", avança.

A candidata da coligação "Pela Nossa Lisboa" defende um "simplex fiscal", para "simplificar, eliminar e fundir taxas" e compromete-se, até 2022, com uma redução para metade dos regulamentos municipais, além da eliminação da taxa de proteção civil, já anunciada.

Árvores no Terreiro do Paço e mais casas de banho públicas são algumas das propostas para o espaço público, cuja segurança deverá ser reforçada com "vídeo proteção", mais policiamento de bairro e proximidade e colocação de barreiras contra ataques terroristas com veículos.

O programa inclui medidas para a inserção das pessoas sem-abrigo, com um plano local de saúde mental, saúde oral gratuita, criação de residências assistidas e da "figura apoio interpares", que é preconizada também para o combate às dependências.

Assunção Cristas defende que as "casas de função" de Monsanto passem a albergar residências artísticas, propõe a realização de uma bienal de arte pública, a atribuição de bolsas a artistas estrangeiros, a criação da Casa dos Descobrimentos e a congregação do "bairro cultural de Belém", uma ideia já avançada pelo antigo presidente do Centro Cultural de Belém António Lamas.

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