“Temo que possa ser comprometido. Temos aqui uma oportunidade fantástica para o país e para a cidade de Lisboa e essa certamente estará agarrada (…) mas devemos ambicionar muito mais do que isso, que as empresas pensem que Portugal pode ser o melhor sítio para se fixarem e desenvolverem o seu trabalho (…) Mas quando ouvimos mudanças e instabilidades graves na área fiscal, ameaças de alterações na área laboral, de facto não estamos a ajudar a que estes eventos possam cair em terra fértil”, disse Assunção Cristas, em declarações à agência Lusa.

Em visita ao evento que segunda-feira arrancou em Lisboa, com mais de 53 mil participantes de 166 países, a presidente centrista começou por apontar este evento como “um exemplo positivo de continuidade entre o anterior Governo e este”, defendendo que o país “tem de aproveitar esta oportunidade”, nomeadamente criando “as condições necessárias para atrair investimento, dando estabilidade fiscal, laboral, permitindo melhorar os incentivos à criação de ´startups´ e garantindo que não há interrupções e tropeções nas políticas necessárias para atrair investimento”.

“Quando estamos no mercado mundial a demonstrar que Portugal é o melhor país para as pessoas se fixarem, para criarem aqui as suas empresas e postos de trabalho, temos de ser capazes de dizer que isto é assim hoje e nos anos seguintes. E há um conjunto de políticas públicas que são muito importantes para quem quer criar uma empresa. E a política fiscal e laboral são certamente duas dessas áreas. Infelizmente, nestes domínios vemos uma grande instabilidade no IRC, na parte laboral vemos uma constante ameaça para que haja alterações às regras ”, salientou.

Portugal, salientou, recebe por estes dias “gente de todo o mundo” que pode fixar a sua empresa no país, “como do outro lado do mundo”.

“Na decisão sobre se é aqui ou noutro lado, certamente que temos aspetos naturais como o clima e a localização que nos são benéficos (….) mas depois vão estar a comparar como é a legislação laboral, como são as questões fiscais, como é a estabilidade nestas políticas, quanto tempo duram as regras. E é esta estabilidade que é importante e aí infelizmente não temos visto essa orientação por parte do governo”, apontou.

A Web Summit de Lisboa, que arrancou na segunda-feira, conta com mais de 53.000 participantes, de 166 países, incluindo 15.000 empresas, 7.000 presidentes executivos e 700 investidores.

Entre os oradores, estarão os fundadores e presidentes executivos das maiores empresas de tecnologia, bem como importantes personalidades das áreas de desporto, moda e música.

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