“Eu não coloco essa hipótese de não vencer as eleições. (…) É a primeira vez que vou, efetivamente, encabeçar uma lista de candidatura à câmara e é a primeira vez que uma mulher o faz na Lagoa, mas acredito que não vai ser essa questão de género que me vai colocar em desvantagem”, afirmou Cristina Decq Mota em declarações à agência Lusa.

A candidata socialista, que assumiu a liderança do município da ilha de São Miguel a 01 de abril de 2015, antevê a vitória, justificando com “o trabalho feito, o empenho e os resultados que são evidentes e que a população reconhece”.

“Não acho que existam condições para se ponderar uma derrota nas eleições autárquicas. Nessa matéria estou extremamente confiante. Vamos ter um ano de campanha, difícil, mas acho que este executivo orgulha-se do trabalho que tem feito e será reconhecido nas próximas eleições autárquicas”, reiterou.

Cristina Decq Mota propõe-se “continuar a trabalhar em prol” da população, adiantando que num próximo mandato as prioridades “vão continuar a ser a educação e as famílias”.

“A minha prioridade vai continuar a ser a educação, porque entendo que o verdadeiro desenvolvimento é promovido com educação e, infelizmente, na Lagoa, e por aquilo que se sente no resto do arquipélago, há índices de insucesso escolar que ainda são preocupantes”, destacou, assinalando que a “câmara assumiu esta batalha”.

A cabeça de lista quer, ainda, um município “próximo das famílias”, referindo que “há, ainda, muitas famílias a precisar de apoio”, mesmo depois de ultrapassado um “período mais conturbado de dificuldades económicas”.

Entre os projetos que gostaria de ver concretizados, Cristina Decq Mota apontou “a construção de novos edifícios no Tecnoparque”, para a instalação de empresas, a remodelação do porto dos Carneiros, a nova ciclovia, para ligar “toda a zona do Cruzeiro até à baía de Santa Cruz”, e a “conclusão da intervenção no cineteatro” de Água de Pau.

A candidata, de 40 anos, é licenciada em Comunicação Social e técnica superior da autarquia desde o ano 2000.

No atual mandato foi vice-presidente até à saída do presidente, João Ponte, que deixou a autarquia para liderar a Atânticoline, a empresa pública dos Açores responsável pelo transporte marítimo de passageiros e viaturas.

Nas últimas eleições autárquicas, o PS conquistou seis mandatos no município, enquanto o PSD elegeu um vereador.

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