A situação, que já se mostra complicada não só devido aos bombardeamentos como às condições sanitárias do país, que tem sido bombardeado pela Rússia desde 24 de fevereiro, deverá piorar, sobretudo para as crianças e idosos, com a chegada iminente de uma frente fria à Ucrânia.

Nas duas semanas de conflito, a guerra obrigou à fuga de 2,3 milhões de ucranianos e residentes de países terceiros que viviam na Ucrânia, dos quais mais de dois milhões estão em países vizinhos, como a Polónia, a Hungria, a Roménia, a Moldova e a Eslováquia, onde as respetivas filiais da Cruz Vermelha estão mobilizadas e prestam ajuda.

“As vidas de milhões de pessoas estão a ser afetadas e há uma preocupação real com a transmissão de doenças, com o agravamento de patologias preexistentes e com as consequências na saúde mental das pessoas”, referiu a Cruz Vermelha global, com sede em Genebra.

Os apoios mais urgentes constituem alimentos, água, cuidados médicos de emergência e abrigo, mas nos próximos dias, semanas e meses também será essencial dar às vítimas deste conflito acesso a apoio psicossocial, acrescentou a organização, em comunicado.

A FICV, assim como a Organização Mundial da Saúde, também está preocupada com uma possível disseminação de covid-19 entre a população, deslocada ou ainda a viver nas suas cidades da Ucrânia, já que apenas um terço das pessoas do país recebeu, até ao momento, uma dose da vacina.

Além disso, a Ucrânia é também um dos países do mundo com maior taxa de tuberculose multirresistente.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 2,3 milhões de pessoas para os países vizinhos — o êxodo mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram sanções à Rússia que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 15.º dia, provocou um número ainda por determinar de mortos e feridos, que poderá ser da ordem dos milhares, segundo várias fontes.

Embora admitindo que “os números reais são consideravelmente mais elevados”, a ONU confirmou hoje a morte de pelo menos 549 civis e 957 feridos

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