Em declarações à agência Lusa, César Nogueira referiu que para a descida da criminalidade em 2016 contribuiu necessariamente a “prevenção e o patrulhamento” realizados pela GNR, que é responsável por 92% do território nacional, mas salientou que tudo isso tem sido feito com “enorme sacrifício” dos profissionais da Guarda.

O presidente da APG precisou que existem cerca de 23 mil efetivos na GNR, mas que só metade desempenha missões “no terreno”, provocando dificuldades e um défice de meios para concretizar as operações de prevenção e patrulhamento.

Metade dos efetivos, explicou, estão adstritos a “funções burocráticas”, incluindo serviços administrativos e trabalho nas messes, sobrando poucos elementos para desempenharem operações no terreno.

“Uns e outros ganham a mesma coisa, apesar do risco diferente”, criticou César Nogueira, notando que é “preciso haver uma mudança” neste domínio, embora constate que há “falta de coragem para mexer” no assunto.

Apesar de já haver legislação que determina um horário definido para os elementos da GNR, o presidente da APG queixa-se de a mesma ainda não está a ser cumprida como devia, ao mesmo tempo que o regime de disponibilidade permanente dos guardas “tem dado para tudo”, penalizando aqueles profissionais.

Quanto ao facto de a criminalidade geral participada ter baixado 7,1% e a violenta e grave 11,6%, César Nogueira congratulou-se com os resultados, mas observou que, relativamente à primeira, os dados podem ser “ilusórios”, uma vez que muitos dos crimes menos graves e que dependem de queixa não chegam a ser alvo de participação.

Segundo explicou, as vítimas, por diversas razões, resolvem frequentemente não apresentar queixa, e noutras situações os órgãos de polícia criminal vão ao local do crime, mas como este está dependente de queixa, o delito acaba por não ser registado por falta da posterior participação.

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