“A revisão em alta do ‘rating’ de longo prazo do Novo Banco para ‘B’ tem em consideração o reforço do capital e as melhorias na capacidade de financiamento e na posição de liquidez”, afirma a DBRS num comunicado divulgado hoje.

A agência tem em consideração também a melhoria do perfil de risco do banco, sobretudo devido à aceleração da redução do crédito não performativo (NPL, na sigla em inglês) e ao reforço dos níveis de cobertura destes ativos problemáticos.

No entanto, adverte a DBRS, “continua a reconhecer os desafios que o banco enfrenta, particularmente em relação à qualidade dos ativos que detém e à sua rentabilidade”, incluindo uma “qualidade muito fraca de ativos com um rácio de NPL muito elevado” que, apesar das melhorias, coloca o Novo Banco numa posição inferior do que a maioria dos bancos europeus.

A perspetiva positiva atribuída ao ‘rating’ sinaliza uma nova revisão em alta numa próxima avaliação e a DBRS justifica-a com a expectativa de que, “com o apoio da Lone Star e do Mecanismo de Capital Contingente, o banco fique numa melhor posição para acelerar a limpeza dos seus balanços”, através da redução dos NPL, melhoria das eficiência e o fortalecimento da posição em Portugal, onde continua a ter uma posição de liderança junto das pequenas e médias empresas e segmentos empresariais.

Entre os fatores que podem levar a uma nova revisão em alta do ‘rating’ do Novo Banco está a melhoria do perfil de risco, através de uma redução dos NPL, e “mais evidências” de que a base de depositantes do banco estabilizou.

No sentido oposto, o enfraquecimento do financiamento do banco e da sua posição de liquidez pode influenciar uma revisão em baixa do ‘rating’ – embora a DBRS considere que isso é pouco provável.

No final de março, depois de ter obtido prejuízos recorde de 1.395,4 milhões de euros e imparidades superiores a 2.000 milhões de euros em 2017, o Novo Banco disse que ativou o mecanismo de capital contingente, para receber do Fundo de Resolução um montante de 791,7 milhões de euros.

O mecanismo de capital contingente foi criado aquando da negociação da venda do Novo Banco à Lone Star e prevê que o Fundo de Resolução (gerido pelo Banco de Portugal e pelo Ministério das Finanças) possa capitalizar o Novo Banco até 3,89 mil milhões de euros durante oito anos por perdas num conjunto de ativos, caso essas perdas afetem os rácios de capital do banco.

Nesse sentido, o Estado deve emprestar até 450 milhões de euros ao Fundo de Resolução para capitalizar o Novo Banco, sendo que o restante dos 791,7 milhões necessários são recursos já disponíveis e que resultam de contribuições pagas pelo setor bancário.

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