Reconhecendo a necessidade de realizar “várias intervenções” no HFAR, o Ministério da Defesa decidiu remeter à Secretaria de Estado do Orçamento “uma proposta de transição de saldos no valor de 4,68 milhões de euros”.

Aquele montante destina-se à substituição das redes elétrica, de água e esgotos, à instalação da central de vigilância e segurança, à reabilitação da messe e serviços administrativos e à ampliação do serviço de internamento, acrescenta o Ministério da Defesa Nacional, numa resposta a perguntas enviadas pela Lusa.

“Temos mantido contactos com o Ministério das Finanças para assegurar o desbloqueamento desta verba com a maior brevidade possível”, refere o Ministério, sem adiantar se existe alguma data prevista.

Sobre o mesmo assunto, o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), chefiado desde março pelo Almirante António Silva Ribeiro, respondeu que os problemas identificados no HFAR exigem “empreitadas urgentes e indispensáveis” e adiantou que “os projetos se encontram prontos a lançar”.

A situação financeira do HFAR, agravada por uma dívida do Instituto de Ação Social das Forças Armadas que ultrapassa os 14 milhões de euros, foi o principal alerta deixado pela direção do hospital junto dos deputados da comissão parlamentar de Defesa Nacional, que visitaram na terça-feira as instalações do polo de Lisboa, no Lumiar.

De acordo com dados que constam numa informação enviada ao Ministério da Defesa em junho, a que a Lusa teve acesso, entre os cinco “projetos críticos” para o HFAR está a instalação de uma central de segurança e vigilância, com custo estimado de 190 mil euros.

“A sua inexistência comporta riscos ao nível da segurança militar e da segurança do edificado do Campus de Saúde Militar, particularmente no que se refere ao controlo de acessos, da intrusão e da alarmística - incêndios, cadeias de frio, sistemas de elevação e gases medicinais”, é referido no documento.

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