Com o aproximar da chegada da urna, prevista para cerca das 11:00, vai-se avolumando o número de populares que se querem despedir do antigo presidente da República e primeiro-ministro, algumas das quais vão deixando flores à porta da casa onde residiu.

Esta casa fica na rua Dr. João Soares, o pai de Mário Soares, educador e ministro da República, que faleceu precisamente com a mesma idade de 92 anos.

Várias rosas vermelhas, cor-de-rosa e brancas, além de cravos, estão depositadas junto à porta do prédio, com várias inscrições, como “Obrigada Mário - foste muito fixe”, “Coragem, Liberdade, Democracia - Obrigado por tudo” e “Descansa em paz - Deus sabe que Soares é fixe”.

Em declarações à Lusa, Fernando Taborda quis prestar uma homenagem a Mário Soares, trazendo um ramo de flores, depois de já no domingo ter estado na sede nacional do PS, no Largo do Rato.

“Conheço o doutor Mário Soares, gostava de ter sido amigo dele, mas não tive tempo. Sou oriundo de uma família beirã, que conheceu o doutor Mário Soares e estou aqui em nome de toda a minha família”, afirmou.

Para Fernando Taborda, Mário Soares foi a personagem política nacional do século XX.

“É uma perda irreparável”, acrescentou.

Maria Alves, florista, fez questão de depositar uma coroa de rosas brancas junto à residência.

A florista contou à Lusa que a sua filha estudou no Colégio Moderno e que sempre teve uma grande admiração por Mário Soares e pela família, a quem deixou os seus pêsames.

Cerca das 10:00, o filho de Mário Soares, João Soares, chegou ao local acompanhado pela família, sem prestar declarações.

Também junto ao local está o sobrinho Eduardo Barroso e o socialista Jorge Coelho.

Mário Soares morreu no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre hoje e quarta-feira.

O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00, e o funeral realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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