“Tenho a referir que estes centros já reabriram noutros locais do país e não tivemos notas de distúrbios nem de ajuntamentos anormais, nem de comportamento não cívico por parte das pessoas, portanto nada faz esperar que a abertura destes centros comerciais em Lisboa não se verifique da mesma forma ordeira”, declarou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, falando na conferência de imprensa diária da evolução do surto de covid-19 no país.

De acordo com a responsável, “não se perspetiva que o comportamento da população em Lisboa seja diferente, antes pelo contrário, é uma população que terá ainda mais cuidados porque sabe que a atividade do vírus em Lisboa é superior à do resto do país”.

Graça Freitas ressalvou também que “o espaço comercial tem regras que tem de cumprir e tem funcionários para ajudar os clientes a cumprir essas regras, orientando nomeadamente fluxo de pessoas dentro do centro comercial e dos diferentes de espaços”.

Portugal regista hoje 1.517 mortes relacionadas com a covid-19, mais cinco do que no sábado, e 36.690 infetados, mais 227, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela DGS.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 14.828 casos confirmados, acima dos 14.622 casos totalizados até sábado.

Já questionada sobre a reabertura dos centros dias, Graça Freitas admitiu que esta “é uma das preocupações” das autoridades de saúde”.

“Temos mais equipamentos que estão para abrir nesta altura do verão e, portanto, vamos ver como vai acontecer essa entrada de pessoas nestes novos contextos e, […] brevemente, sairão orientações para os centros de dia, que sabemos que fazem bastante falta”, adiantou Graça Freitas.

Outra dos temas abordados na conferência de imprensa diária da DGS centrou-se nas manifestações marcadas para Lisboa nos próximos dias, numa altura em que esta é a região com mais casos do país.

Em resposta, o secretário de Estado da Saúde, António Sales, afirmou esperar “civismo e garantia de segurança por parte de quem organiza eventos e manifestações”.

Mais de mil pessoas são esperadas numa manifestação de sem-abrigo marcada para segunda-feira em frente à Assembleia da República.

“Estamos tranquilos em relação a essa situação”, indicou António Sales, mostrando “reforçada esperança de que continue esta consciência do povo português e das diferentes organizações”.

Ainda assim, o governante alertou que “devem ser observadas as diretrizes da DGS e as regras de segurança que possam proporcional uma manifestação em segurança”.

[Notícia atualizada às14h25]

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