O chefe de Estado falava durante o elogio fúnebre ao presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, hoje, durante as cerimónias no largo da estação ferroviária da cidade da Beira.

Nyusi classificou Dhlakama como uma figura com "páginas indeléveis" na história de Moçambique e considerou que a sua morte não deve ser “um revés" nos acordos que estavam a ser alcançados.

Antes, na mensagem da família, Ivone Soares, líder parlamentar da Renamo e sobrinha de Dhlakama, disse que o antigo guerrilheiro foi eleito Presidente da República nas primeiras eleições multipartidárias em 1994 e não Joaquim Chissano, pela Frelimo - numa alusão à fraude alegada pela Renamo.

Ivones Soares reafirmou uma ideia deixada aos jornalistas no sábado: "não se acobardem, sejam Dhlakama", numa intervenção que acabaria por ser a mais aplaudida da manhã.

Dhlakama acordou com Nyusi, desde final de 2016, um cessar-fogo nas hostilidades no centro do país entre o braço armado da Renamo e as forças armadas moçambicanas.
Ambos iniciaram conversações diretas que levaram o chefe de Estado por mais que uma vez ao refúgio do Presidente da Renamo, na Serra da Gorongosa, e que, segundo ambos, estavam bem encaminhadas para se alcançar um novo acordo de paz.

Depois das cerimónias fúnebres públicas de hoje, Afonso Dhlakama vai ser sepultado na quinta-feira na sua terra natal, Mangunde, cerca de 300 quilómetros a sudoeste da Beira.

O Governo moçambicano anunciou na sexta-feira que o presidente da Renamo receberia um funeral oficial ao abrigo do estatuto de líder da oposição.

Dhlakama morreu na quinta-feira, na Serra da Gorongosa, na sequência de complicações de saúde.

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