Na quarta-feira, o diretor adjunto do museu, José Alberto Seabra Carvalho, tinha dito à agência Lusa que a exposição "A Cidade Global - Lisboa no Renascimento", com inauguração prevista para 24 de novembro, fora adiada para janeiro de 2017, "por questões administrativas", deixando o museu sem uma grande exposição para apresentar no final do ano.

Contactada pela agência Lusa sobre este adiamento, a DGPC respondeu, em comunicado, que "a previsão de custos da exposição 'A Cidade Global - Lisboa no Renascimento' é a que está inscrita no plano de atividades, e para isso foi assegurada a necessária cabimentação orçamental".

"Neste caso particular, a maior fatia do orçamento destina-se ao transporte das obras. A contratação deste serviço é feita por concurso público, que está a decorrer", acrescenta a DGPC.

De acordo com José Alberto Seabra Carvalho, o projeto da exposição foi incluído no planeamento do museu deste ano, no final de 2015, "e, na altura, não foi possível encontrar um produtor para esta grande exposição", como aconteceu anteriormente com empresas como a Everything is New, a UAU e a Ritmos, que montaram várias mostras, em parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

A exposição sobre Lisboa renascentista foi adiada para o final de janeiro e deverá reunir 250 peças muito variadas, que vão de pintura e e escultura, até aos animais empalhados.

"Desta vez não foi possível conseguir um produtor externo, e a exposição ficou inscrita no plano do museu, enviado para a Direção-Geral do Património Cultural, mas os procedimentos administrativos não foram realizados a tempo para a montagem da exposição, na data planeada", acrescentou Seabra Carvalho.

Sobre esta situação, a DGPC sustenta que "o adiamento de exposições temporárias constitui uma situação que, não sendo desejável, pode ocorrer – e ocorre com frequência - por razões diversas".

"O mais importante é assegurar que todas as partes envolvidas são informadas e todos os procedimentos cumpridos. No caso particular, não há inclusive qualquer cancelamento da exposição, mas apenas o adiamento da sua inauguração", sublinha.

A DGPC acrescenta ainda que, "como é do conhecimento público, o Orçamento do Estado para 2017 ainda se encontra em fase de discussão na Assembleia da República".

A questão da autonomia dos museus nacionais é levantada frequentemente no meio museológico, com defensores e opositores, e o atual ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, anunciou, este ano, em junho, no parlamento, que o MNAA vai ter um novo estatuto jurídico, "com maior autonomia administrativa e financeira".

Luís Filipe Castro Mendes indicou, numa audição na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, que "está a ser pensado um novo estatuto jurídico para o Museu Nacional de Arte Antiga, que não será o de uma empresa pública", e "poderá, futuramente, ser alargado a outros museus".

"Será uma entidade cuja natureza jurídica está a ser estudada", disse então o ministro, garantindo - perante dúvidas de deputados da oposição - que "não será uma concessão a privados".

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