"Não podemos deixar de, coletivamente, estranhar que seja interrompido o trabalho de uma administração que sempre contou com o apoio da esmagadora maioria das chefias”, referem os mais de 20 responsáveis que assinaram o documento enviado hoje a Marta temido e a que a Agência Lusa teve acesso.

Carlos Martins, até agora presidente da administração do CHLN, que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, revelou na quinta-feira que não vai continuar à frente da instituição, depois de o mandato ter terminado no fim de 2018.

Entre os subscritores da carta está Fausto Pinto, diretor da faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e também diretor de departamento clínico.

Os responsáveis do CHLN consideram a decisão inesperada e mostram-se preocupados com o futuro, sobretudo em relação a a vários projetos em curso.

Em declarações à agência Lusa, Jacinto Monteiro, diretor do departamento de especialidades cirúrgicas e um dos subscritores da carta, disse que responsáveis de nove dos 10 departamentos clínicos do CHLN assinaram a carta, adiantando que "a primeira reação foi de perplexidade".

"Porquê esta mudança? O trabalho feito pelo Dr. Carlos Martins foi um trabalho que pode ser escrutinado e podem comparar-se resultados entre Santa Maria e o Garcia de Horta, por exemplo. É o maior hospital do país e não se compadece com dirigentes de segunda ou de terceira", afirmou à Lusa, destacando ainda o "bom equilíbrio financeiro" durante os últimos anos e a "ótima interação entre os profissionais".

Na carta, os dirigentes do CHLN referem não ver "nenhuma razão substantiva para mudar um rumo que vinha a ser traçado em consonância com as chefias médicas".

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