Em nota publicada na sua página, aquela procuradoria refere que um dos arguidos era membro do Núcleo Antifascista de Braga e que o outro estava ligado ao Escudo Identitário.

Segundo a acusação, os arguidos, no dia 23 de junho de 2019, numa rua de Braga, depois de trocarem palavras devido a conflitos que mantinham por divergências ideológicas, “agarraram os pescoços um do outro”.

A acusação diz ainda que no dia 20 de janeiro de 2020, no Largo da Estação, também em Braga, os arguidos envolveram-se de novo em “troca azeda” de palavras, igualmente motivada pelas suas divergências ideológicas.

Nesse contexto, “o arguido membro do Núcleo Antifascista, com um objeto perfurante, semelhante a uma faca ou navalha, desferiu um golpe com força na direção do arguido ligado ao Escudo Identitário, espetando-lhe esse objeto no flanco esquerdo do abdómen”, refere a nota.

A vítima sofreu lesões físicas que exigiram tratamento médico de urgência e levaram 45 dias a curar.

Um dos arguidos está acusado da prática de um crime de ofensa à integridade física qualificada e o outro da prática de dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.

Todos os crimes foram qualificados porque o Ministério Público considerou que os arguidos atuaram motivados por ódio político.

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