De acordo com a mesma fonte, os dois argentinos foram identificados como sendo os autores de crimes graves, como homicídio, rapto e extorsão na Argentina, Brasil e Uruguai.

A estação de televisão SIC Notícias avançou hoje que as autoridades internacionais confirmaram a identidade dos dois argentinos detidos em Portugal em novembro do ano passado por assaltos a bancos entre 2014 e 2016.

Fonte da Polícia Judiciária contactada hoje pela Lusa indicou que seja provável um pedido de extradição dos países da América Latina onde os dois argentinos cometeram crimes, mas terão de ser julgados, e a serem condenados, cumprir as sentenças em Portugal.

A mesma fonte indicou que os dois detidos raptavam filhos de pessoas abastadas naqueles países, e pediam resgates, chegando a assassinar alguns deles, mesmo depois de obter o dinheiro exigido.

Na sequência da detenção, em 2016, em Aveiro, pela Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária, de um grupo de cinco indivíduos, as autoridades enviaram para a Interpol fotografias e impressões digitais de três deles que detinham identificações falsas.

Na altura, a Polícia Judiciária (PJ) tinha anunciado o desmantelamento de uma estrutura criminosa “bastante violenta” de cariz transnacional que realizava assaltos a bancos à mão armada na zona da Grande Lisboa.

Os cinco homens, com idades entre os 30 e os 50 anos, foram detidos em Portugal por suspeitas dos crimes de associação criminosa, roubo qualificado em dependências bancárias, falsificação de documentos e detenção de arma proibida.

Segundo a PJ, esta estrutura criminosa “bastante violenta”, era suspeita de ter realizado cinco assaltos à mão armada em dependências bancárias, entre meados de 2014 e meados deste ano, na zona da Grande Lisboa, “cuidadosamente planeados e executados”.

Dos cinco detidos, um era de nacionalidade portuguesa, outro espanhola, e três apresentaram documentação falsa, que a polícia investigou.

Durante a ação policial e em resultado de buscas domiciliárias, a PJ apreendeu "relevantes meios de prova”, como máscaras de látex, perucas e capacetes, várias armas de fogo e munições, viaturas e um vasto acervo de documentos falsificados.

A PJ, que classifica esta operação policial como complexa, refere ainda que os cinco detidos ficaram em prisão preventiva depois de terem sido presentes a primeiro interrogatório judicial.

A operação foi realizada pela UNCT da PJ, num inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures.

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