Sarah Senders, porta-voz da Casa Branca, publicou há instantes uma foto do presidente na Sala Oval a assinar a declaração.

"Vou assinar a emergência nacional", declarou o presidente norte-americano, ao início desta tarde, no Rose Garden da Casa Branca, em Washington.

Com esta decisão executiva, Donald Trump vê assegurados os fundos que precisa para a construção de um muro na fronteira dos EUA com o México, algo que é uma das bandeiras da sua campanha de 2016.

Trump justificou a sua decisão com outras semelhantes de ex-presidentes — "tal como aconteceu antes com outros presidentes" — e com a tentativa de combater o tráfico de droga, a imigração clandestina e a "entrada de criminosos e gangues" no país.

“Toda a gente sabe que os muros funcionam”, afirmou hoje Donald Trump.

A Casa Branca já informou que algum do dinheiro utilizado para erigir o muro virá do orçamento para projetos de construção militares.

A decisão, que é considerada pelos democratas como uma tentativa inconstitucional de financiar o muro, pode dar início, agora, a uma batalha judicial que poderá terminar no Supremo Tribunal.

O bloqueio da declaração de urgência nacional parece ser difícil de acontecer no Congresso, dado o equilíbrio de poder, mas as reações que se seguiram ao anúncio da Casa Branca apontam para que muita da oposição passe pelos tribunais, através de processos judiciais.

Minutos depois do anúncio presidencial, os lideres democratas no Senado, Chuck Schumer, e na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, criticaram a declaração de estado de emergência, prometendo que o Congresso “irá defender as autoridades constitucionais”, fazendo prever uma luta judicial contra a decisão de Donald Trump.

“Iremos lutar no Congresso, nos tribunais e junto do público”, afirmaram os líderes, em declarações de reação ao anúncio presidencial.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira à noite, 24 horas antes de se esgotarem os fundos, uma lei orçamental que, se ratificada pelo Presidente Donald Trump, evitará uma nova paralisação parcial do Governo.

Depois do Senado, foi a vez da Câmara dos Representantes aprovar o financiamento da administração norte-americana de 333 mil milhões de dólares, com 300 votos a favor e 128 contra.

Antes da votação no Congresso, já Trump tinha informado, através da Casa Branca e do chefe da maioria republicana no Senado de que iria promulgar este financiamento, mas também declarar “urgência nacional” para garantir as verbas para o muro.

Desde 1976, os presidentes dos EUA declararam estado de emergência por 58 vezes, como por exemplo Barack Obama para combater o vírus H1N1 ou, antes, George W. Bush, a seguir ao atentado de 11 de setembro, para recrutar reservistas para a guerra no Iraque.

Uma lista compilada pelo centro de investigação Brennan Center diz que Bill Clinton declarou 17 emergências nacionais, Bush 13 e Obama 12.

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