Diário de quarentena por Patrícia Reis. Dia 13


É assustadora a perversidade humana, a maldade, e o tempo desperdiçado a construir mentiras. Não há golfinhos em Veneza, malta. Sabe-se lá se beber coisas quentes ou frias é bom ou mau, se o vírus está interessado em temperaturas. E estas mentirolas da treta são quase que inócuas, não fazem mal, mas também não fazem bem algum. Quem é que gosta de construir estas fábulas? Qual é o objectivo?

Em alguns casos, é evidente que há um intuito, um esquema para fazer dinheiro, para extorquir as pessoas aproveitando este momento de fragilidade e susto. Temos de ser ajuizados e perceber o que lemos e o que ouvimos. É interessante que a SIC tenha um polígrafo para desconstruir as notícias falsas e para validar as que são realmente verdadeiras. É um bom serviço. O mesmo seria ter um conjunto de boas notícias, porque precisamos de um pouco de esperança. O facto de vivermos no monotema do vírus não nos dá grande alento, as palavras-chave da nossa vida têm sido: infectados, mortos, sob suspeita. Além disto, o pavor de perceber que a recessão económica será pior do que em 2008, facto que não pode ser considerado uma mentira, infelizmente.

Assim, confesso-vos que hoje me davam jeito algumas boas novas. Haverá certamente quem as tenha.

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