“Quando há um ataque na London Bridge, mesmo neste momento em que o Reino Unido poderá vir a sair da União Europeia, nós consideramos que nesta matéria de segurança somos todos europeus e, portanto, a cooperação policial, a cooperação na área da prevenção do terrorismo, a cooperação nos sistemas de informações vai continuar”, declarou Eduardo Cabrita, à saída de uma reunião de ministros do Interior da UE.

Sublinhando que se tratou da primeira reunião ministerial com a nova Comissão Europeia, Eduardo Cabrita apontou que, neste “início de uma nova fase”, foram discutidas as grandes prioridades em matéria de migrações (pasta do vice-presidente Margaritis Schinas, responsável pela “Promoção do Modo de Vida Europeu) e de cooperação policial em matéria de segurança interna (pasta da comissária dos “Assuntos Internos”, Ylva Johansson).

Em matéria de cooperação na área de segurança interna, o ministro destacou “a prioridade dada ao reforço dos mecanismos de interoperabilidade entre os sistemas nacionais e as agências europeias – como a Frontex, a Europol, e a eu-LISA - e a solidariedade de todos os Estados europeus no combate ao terrorismo”.

“O que aconteceu na passada sexta-feira no Reino Unido demonstra que, independentemente do que suceda nas próximas semanas relativamente ao ‘Brexit’, a cooperação com o Reino Unido é essencial neste domínio da prevenção do risco terrorista. O Reino Unido, lamentamos, mas poderá de facto vir a sair da UE, mas não poderá sair da Europa”, afirmou Eduardo Cabrita.

No mais recente ataque ocorrido na capital britânica, na passada sexta-feira, um ex-detido condenado por terrorismo esfaqueou mortalmente duas pessoas e feriu outras três, antes de ser abatido pelas forças policiais.

Questionado sobre o estado de alerta em Portugal atendendo a este ataque e à aproximação da época natalícia, o ministro da Administração Interna garantiu que “não há nenhum risco específico, não há nenhum risco adicional”, mas asseverou também que as autoridades continuarão em estado de prevenção contínua, como o têm feito até agora.

“É um trabalho que, felizmente, o seu grande sucesso mede-se exatamente por não ter notícias. Faremos tudo para que Portugal continue a ser considerado como um dos países mais seguros e pacíficos do mundo”, declarou.

Relativamente à outra grande matéria hoje na agenda do Conselho, o ministro congratulou-se por a gestão dos fenómenos migratórios ser “assumida como uma realidade permanente no desafio europeu”, algo que “está em inteira sintonia com a posição portuguesa, que entende que as migrações são um fenómeno permanente”, o que está aliás na “tradição de um país que tem portugueses em todo o mundo e que hoje é destino de migrantes”.

Eduardo Cabrita revelou que o vice-presidente Schinas anunciou que o novo “Pacto para as Migrações vai ser preparado nos próximos meses, em diálogo com todos os Estados-membros”, estando prevista a deslocação do comissário a Portugal no início de 2020.

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