Ao início da tarde (final da manhã em Portugal continental), nove agentes das forças de segurança, sem farda, entraram nas instalações do Mada Masr, um jornal ‘online’ independente, e confiscaram computadores e telemóveis (mais tarde devolvidos), detendo três jornalistas ( Lina Attalah, Mohamed Hamama e Rana Mamdouh) que se encontravam a trabalhar.

No sábado, um outro jornalista (Zalat) da mesma empresa de comunicação social fora detido em sua casa, depois de lhe terem tirado o computador e o telemóvel, tendo sido também já libertado hoje, segundo os advogados que representam os repórteres do único meio de comunicação social independente do Egito.

Na passada quarta-feira o Mada Masr divulgou um artigo polémico, muito partilhado nas redes sociais, sobre a transferência de Mahmud al-Sisi, filho do Presidente, de um cargo de chefia no Serviço de Informações Gerais para a embaixada do Egito em Moscovo.

Segundo as fontes não identificadas citadas pelo Mada Masr, a transferência realizou-se para tentar ocultar atos de gestão danosa na organização, que afetaria a imagem do pai.

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